O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz Rada, pediu demissão nesta sexta-feira, dia 15 de setembro, depois que o governo voltou atrás na decisão de confiscar as receitas das refinarias da Petrobras.Considerado o principal adversário da Petrobras no governo do presidente Evo Morales, Rada pediu demissão "em caráter irrevogável" e alegou "razões pessoais". Horas depois, foi substituído por Carlos Villegas Quiroga, que ocupava o cargo de ministro do Planejamento.Para o lugar de Villegas no ministério, o vice-presidente boliviano, Álvaro Garcia Linera, nomeou Hernando Larrázabal Córdoba, que era vice-ministro de Planejamento.Na quinta-feira, dia 14, poucos antes de ser desautorizado pelo vice-presidente, Rada afirmou que o governo não voltaria atrás na decisão, anunciada na terça, de transformar a Petrobras em prestadora de serviços nas suas próprias refinarias e transferir o controle do fluxo de caixa da empresa à estatal boliviana YPFB.Diante da reação negativa do governo brasileiro e da Petrobras, o vice-presidente boliviano informou que a resolução seria suspensa por tempo indeterminado a fim de restabelecer o clima de negociação. Linera disse, contudo, que o recuo não significava um retrocesso no processo de nacionalização dos hidrocarbonetos.RecadoEm discurso, o vice-presidente afirmou que "a nacionalização continua em andamento, e nada vai interromper seu processo". "Aconteça o que acontecer, a decisão é irreversível e o Governo vai cumprir o papel histórico de recuperar os recursos energéticos", disse.O presidente mandou um recado às empresas que operam na Bolívia, como a Petrobras. Disse que as autoridades do governo são "flexíveis e tolerantes", mas que também seriam "intransigentes se necessário".O novo ministro de Hidrocarbonetos confirmou que as negociações com as petrolíferas continuarão nesta segunda-feira, como haviam sido programadas por Soliz. Primeiro, ele se reunirá com os executivos da empresa Andina, filial da hispano-argentina Repsol YPF.A renúncia de Soliz e a posse de Villegas é a primeira mudança importante no Gabinete de Ministros de Morales, que se encontra em Cuba.A nacionalização das reservas de hidrocarbonetos da Bolívia foi decretada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, no dia 1º de maio deste ano. As petrolíferas estrangeiras em atuação no país tem 180 dias (a partir da assinatura do decreto, em maio) para regularizarem se adaptarem às novas condições de exploração e comercialização.A YPFB passou também a controlar no mínimo 50% mais um das empresas estrangeiras no país e, durante o período de transição, 82% do valor da produção vai para o governo e 18% para as companhias.
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