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Crise aviária já desemprega 1,2 mil pessoas em M

13 abril 2006 - 13h45

De acordo com o presidente da Federação dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação de Mato Grosso do Sul, Rinaldo Salomão, em pouco mais de um mês, a crise na avicultura, causada pela gripe aviária, já desempregou pelo menos 1,2 mil pessoas no Estado. Segundo ele, além das 360 demissões na unidade da Avipal, em Dourados, outros quatro abatedouros de aves do Estado já começaram a reduzir seu quadro de funcionários. Conforme Rinaldo Salomão, a “onda” de demissões no setor também já atingiu os funcionários da Frangosul, em Caarapó; Frangovit, em Campo Grande; Seara, em Sidrolândia e Frango Ouro, no município de Aparecida do Taboado. O presidente da federação disse ainda que o número de funcionários demitidos pelo grupo Avipal em Dourados pode passar de 360 pessoas, já que a entidade só foi comunicada pela empresa sobre as rescisões contratuais dos funcionários que estavam trabalhando há mais de ano no abatedouro. Os demais demitidos fazem a rescisão contratual diretamente com a empresa. De acordo com o delegado sindical, André Machado, pelo menos 250 funcionários já procuraram o escritório da federação em Dourados para dar entrada no FGTS e no seguro-desemprego. As rescisões serão feitas até às 15h de hoje. Segundo o delegado sindical, o cenário entre os funcionários demitidos é de desilusão e preocupação com o futuro. “É complicado o clima é muito ruim. Tinha gente que trabalhava na Avipal há mais de cinco anos. As pessoas estão perdidas e preocupadas com o desemprego. Todos estão bastante revoltados”, disse André Machado. Além de Mato Grosso do Sul, outro Estado que vem sofrendo os efeitos da crise no setor é Rio Grande do Sul, onde a direção da Avipal também reduziu o quadro de funcionários nos abatedouros de Porto Alegre e Lajeado. Em Lajeado, o grupo demitiu, na segunda-feira, 320 funcionários do abatedouro de aves. Assim como aconteceu em Dourados, o terceiro turno de produção foi desativado e 595 funcionários entraram em férias coletivas. Na unidade de Lajeado, outros 300 funcionários também devem entrar em férias coletivas, já que a produção diária recuou de 360 mil para 120 mil aves por dia. A unidade também reduzirá a produção de sete para cinco dias por semana, em apenas dois turnos. Em Porto Alegre, a situação não é muito diferente. Na unidade que abatia pelo menos 100 mil aves por dia, 100 pessoas foram demitidas no frigorífico e outras 50 nas granjas. Além das demissões, mais 500 funcionários entraram em férias na unidade de Porto Alegre.

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