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Crescimento é resposta aos que esperavam fracasso, diz Lula

03 dezembro 2004 - 18h53

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a comemorar o crescimento econômico deste ano e disse que ele é uma resposta àqueles que previam o fracasso de seu governo."Havia pessoas que imaginavam que: "esse pessoal ganhou as eleições, esse cara, o máximo que ele estudou foi um curso de torneiro mecânico. O país vai entrar numa degringolada, a economia vai fracassar, não vai exportar"", disse Lula na cerimônia de assinatura da ordem de serviço para a duplicação de parte da BR 101.Mas nos primeiros nove meses do ano, argumentou Lula, o Brasil cresceu 5,3 por cento, acima das expectativas do início do ano, quando os analistas falavam em 3 por cento."E vamos terminar este ano com 2 milhões de trabalhadores com empregos novos, registrados em carteira profissional, o maior número desde 1992", acrescentou.Lembrando seu discurso de posse --quando disse que primeiro faria o necessário, depois o possível e então o impossível-- Lula voltou a citar as reformas aprovadas no Congresso, ainda que parcialmente, como algo que demonstra que seu governo começou mesmo pelo "impossível".Ainda assim, reclamou, existem pessoas que esperam uma rapidez na solução dos problemas como se o presidente fosse um deus."De vez em quando, aparece alguém --sempre tem gente muito engraçadinha no nosso meio--, que acha que a gente pode, num toque de mágica, resolver os problemas da sociedade como se não fôssemos presidentes, governadores ou prefeitos, mas como se fôssemos deuses, como se fôssemos um ser onipotente."Para o presidente, isso é mais compreensível entre os jovens, quando se quer as coisas muito rápidas e "a gente acredita em muita coisa"."Depois, com o tempo, vai percebendo que as coisas não são como a gente quer. As coisas são como a gente pode fazer, e elas são, muitas vezes, mais difíceis do que a gente imagina", sentenciou o presidente.Sobre a obra de duplicação da BR 101 entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, Lula disse que estava lá só porque será possível realizá-la."Muitos já prometeram fazer essa estrada. Eu não quero saber quem foi que prometeu, sei que muitos já prometeram. Eu nunca prometi porque eu não prometo aquilo que eu não conheço, e não prometo aquilo que eu não sei se eu posso fazer ou não."Na quarta-feira, o presidente citou especificamente a promessa feita em 1998, embora não tenha citado nominalmente o então presidente Fernando Henrique Cardoso. Foi uma de suas respostas às críticas mais recentes do ex-presidente.Ao mesmo tempo em que vem duelando com Fernando Henrique, Lula fez um mea-culpa sobre o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), hoje senador e presidente do Congresso."Não consigo contar o tanto de discurso que fiz por este país contra a Ferrovia Norte-Sul. E quis Deus que eu fosse eleito presidente da República para pedir desculpas e dizer: nós, agora, vamos terminar a Ferrovia Norte-Sul, porque o Brasil precisa dela", disse Lula.A primeira licitação para a construção da ferrovia ocorreu em 1987 durante o governo Sarney, foi cercada de denúncias de corrupção. A ferrovia prevê a ligação de Goiás ao Maranhão, terra natal de Sarney.

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