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Cresce a presença indígena nas universidades de MS

22 julho 2011 - 15h19

Atualmente, há mais de 600 índios nas universidades de Mato Grosso do Sul, segundo estimativa do Projeto Rede de Saberes. Esse número vem crescendo junto ao de pós-graduandos índios, que fazem mestrado é até doutorado dentro ou fora do estado. Hoje, dia 22 de julho, eles se reúnem na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) para pensar a criação de um fórum ou uma rede de pesquisadores indígenas.

O crescimento do número de índios nas universidades é reflexo do trabalho de professores, que se interessam cada vez mais em pesquisar as tradições desses povos e estão mais preocupados em ajudar os índios a permanecer do que apenas entrar na universidade. Os professores perceberam que a universidade precisa estar preparada para recebê-los e criar formas de reconhecer os conhecimentos que eles já trazem de suas comunidades, ou seja, os conhecimentos tradicionais, que por muito tempo foram subestimados pela academia. A idéia desses professores é mostrar que os saberes destes povos são tão importantes quanto o da universidade, então a academia não deve tentar “engessá-los” em métodos científicos, mas ouvi-los e dialogar com eles.

Desde 1995, professores da UCDB têm trabalhado em projetos com populações indígenas de MS. Eles se articulam à professores de outras universidades do estado para ampliar essas ações e melhor entender quais são as necessidades destas comunidades.

A UCDB tem 40 índios na graduação e seis cursando Mestrado em Educação ou Desenvolvimento Local. O número é maior nas universidades do interior do estado, que ficam mais próximas das reservas indígenas. Estes índios são das etnias Guarani, Terena, Kadiwéu, Ofaié e Kinikinau.

O projeto que trabalha especificamente com os universitários indígenas no MS é o Rede de Saberes. Os outros trabalhos de pesquisa e extensão junto aos índios estão articulados ao Programa Kaiowá Guarani, coordenado pelo Dr. Antonio Brand e desenvolvido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas (Neppi), que é coordenado pelo Pe. George Lachnitt.

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