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Crédito imobiliário vai esvaziar poupança em 5 anos, diz Abecip

21 janeiro 2010 - 14h19

Fortalecidos pelo aumento na renda da população, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança devem bater novo recorde neste ano, de acordo com as previsões da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

A entidade espera que o volume financiado atinja R$ 50 bilhões em 2010, sendo R$ 30 bilhões em financiamentos a aquisições e R$ 20 bilhões destinados à construção de novos empreendimentos. O número representa um aumento de 47% ante 2009 (R$ 34 bilhões).

O estoque de crédito habitacional medido pelo Banco Central cresceu 142% nos últimos três anos, para R$ 86,39 bilhões. "Daqui para frente, essa curva vai continuar acentuada", afirmou Luiz Antonio França, presidente da Abecip.

França ressaltou, porém, que o crescimento acentuado do crédito imobiliário esperado para os próximos anos, o mercado terá de buscar novas formas de financiamento. "Os recursos do SBPE [Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo] devem durar mais quatro ou cinco anos", afirmou.

Os financiamentos concedidos com recursos da poupança já vêm superando a captação líquida das carteiras no ano. Em 2009, a captação foi de R$ 23,8 bilhões --e o volume financiado de R$ 34 bilhões. A poupança ainda tem, porém, um saldo de cerca de R$ 250 bilhões, que financia os empréstimos.

A previsão de crescimento da captação da poupança para 2010 é de 10%, contra os quase 50% previstos para o aumento nos financiamentos. "O mercado vai crescer tanto que terá de trazer outras fontes de recursos", disse França, citando a securitização como alternativa."O Brasil ainda não conseguiu um volume grande de securitização, mas já tem os instrumentos para isso", afirmou o presidente da Abecip.

De acordo com ele, como as carteiras de empréstimos com dinheiro da poupança são remuneradas por TR (Taxa Referencial, que ficou em 0,7% em 2009) mais juros, elas não são atraentes para os investidores. "Essa remuneração não garante nem a inflação do período", ressaltou.

Condições

O presidente da associação afirmou ainda que o custo fixo de captação do dinheiro da poupança para os financiamentos dificulta a redução dos juros das operações. "O dinheiro é captado a TR mais 1% ao mês, não dá muito para mudar."

França citou ainda que os prazos dos empréstimos já estão em um patamar elevado, chegando a 30 anos. "Mas o consumidor não fica 30 anos. Nós oferecemos isso e ele paga em cerca de sete anos", disse, justificando a falta de necessidade de alongamento.

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