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Crea/MS promove o I Seminário Calçadas de MS

09 maio 2006 - 08h01

Nas cidades dos países desenvolvidos, o pedestre é rei: tudo é projetado para adaptar o ambiente a ele, garantir sua segurança, facilitar a travessia de ruas e retirar os obstáculos das calçadas. No Brasil ocorre exatamente o contrário. O privilégio é concedido aos automóveis e as barreiras para quem anda a pé chegam a ser instransponíveis. Por isso, o Instituto de Engenharia de Mato Grosso do Sul (IEMS) e a Associação Brasileira de Cimento Portland, regional Centro-Oeste (ABCP-CO), em parceria com o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS), vão promover o I Seminário de Calçadas de Mato Grosso do Sul. O evento será realizado, no dia 12 de maio, na sede do Crea e pretende fazer um alerta sobre as condições das calçadas em Campo Grande.Entre os problemas mais freqüentes, está a falta de interligação entre os passeios e o trânsito. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ocorrem cerca de 300 mil acidentes por ano no Brasil, com 30 mil mortes, desse total 60% são de pedestres. Os obstáculos nas calçadas levam as pessoas a saírem da segurança das calçadas e transitarem no meio da rua, o que pode ocasionar os acidentes.Pesquisas do Detran/MS mostram que, em 2005, 415 pedestres foram envolvidos em algum acidente, destes, 403 foram vítimas fatais. Somente no primeiro trimestre de 2006, 85 pedestres foram vítimas de acidentes nas vias de Campo Grande. No entanto, as pesquisas não somam o número de pedestres que se machucam nas calçadas mal conservadas. Segundo pesquisas coordenadas pelo arquiteto e professor da Uniderp, Luiz Eduardo Costa, em Campo Grande, os pedestres também sofrem em acidentes causados no próprio passeio público que é cheio de barreiras. Os maiores obstáculos encontrados por ele no levantamento foram lixeiras, telefones públicos, pisos escorregadios, inadequações das rampas ou ausência delas e ainda degraus no meio das calçadas, fazendo com que os portadores de deficiência se sintam inseguros e ocasionando vários tropeços, além de acidentes até mais graves. Dados do último Censo do IBGE apontam que aproximadamente 24,5 milhões de brasileiros, ou seja, 14,5% da população total, apresentam algum tipo de incapacidade ou deficiência e que a proporção de pessoas idosas com mais de 60 anos é de 8% da nossa população. Mato Grosso do Sul  possui cerca de 388,4 mil deficientes, o que representa 12% da população do Estado.“Os passeios devem facilitar a circulação dos pedestres, convidando-os a entrarem nas lojas. No entanto, as calçadas muitas vezes são esburacadas, disformes e com obstáculos que incomodam os usuários”, afirma o professor, Luiz Eduardo Costa.Para construir calçadas modernas, com rampas de rebaixamento de vias nos cruzamentos, o Seminário contará com a participação de profissionais que irão apresentar as mais novas tecnologias de acessibilidade para passeios adequadas às regras do Programa Brasileiro de Mobilidade Urbana. O programa desenvolvido pelo Ministério das Cidades tem o objetivo de melhorar o transporte e a locomoção das pessoas nas cidades.O Seminário também vai mostrar como algumas peças de concreto podem ser usadas na hora de construir calçadas de acordo com normas de acessibilidade. Desde a colocação de rampas de acesso, pisos de placas de concreto do tipo podotátil, com bolinhas em alto relevo que servem como sinalização para deficientes visuais, até blocos de concreto intertravado coloridos que sinalizam o caminho até a parada de ônibus, a rampa de acesso à rua e aos prédios.Os blocos intertravados também serão apresentados como solução prática na hora de construir, porque, além de permitir a integração das calçadas com os acessórios que facilitam a locomoção das pessoas, ainda permitem que a manutenção nas redes subterrâneas de água, luz e telefonia, seja feita com mais facilidade e redução de custos. Em Campo Grande, essa tecnologia foi aplicada no novo calçamento do calçadão da Rua Barão do Rio Branco e no novo prédio do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, no Parque dos Poderes.  

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