O Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) que conta com a parceria da comunidade em sua manutenção, está precisando de doações de alimentos, medicamentos e combustível. O órgão, subordinado à Semac (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Cidades, Planejamento, Ciência e Tecnologia) cuida dos animais apreendidos pela Polícia Ambiental ou doados pela população, geralmente vítimas de traficantes ou de atropelamentos.
Muitos desses animais são devolvidos ao meio ambiente depois de reabilitados. Outros não podem ser soltos por causa das seqüelas dos acidentes, porque foram levados ao cativeiro quando ainda eram filhotes ou ainda por terem defeitos congênitos.
Entre os medicamentos mais utilizados estão anestésicos, antibióticos e remédios para contenção química, tanto de linha humana como de uso veterinário, além de seringas, agulhas, algodão, ataduras (principalmente elásticas) e esparadrapo. “O recurso que se gasta aqui é muito grande, tanto de alimento como de medicamentos”, disse o veterinário Harald de Brito.
Semanalmente, o Cras precisa em média de 100 kg de carne (frango, músculo e coração bovinos), 75 kg de milho, 5 kg de alpiste, 5 kg de painço, 50 kg de semente de girassol, 62,5 kg de ração para cães (filhote), 5kg de ração para gatos, 30 kg de ração para camundongos, 4 kg de leite integral em pó, 4 caixas de banana, 80 kg de mamão, 10 dúzias de ovos, 3 caixas de maçã, 2 caixas de batata doce, 1 caixa de beterraba, 1 caixa de cenoura e 5 maços de verduras verdes. Uma onça, por exemplo, consome em média 2,5 kg de carne por dia. Atualmente, o Centro está com sete onças pardas.
Segundo informou o coordenador do Cras, Vinícius Andrade, as viaturas da Polícia Ambiental tiveram o trabalho de resgate resgate prejudicado devido falta de combustível. O Cras também precisa de um software para armazenar dados sobre os animais e pede a doação de universidades, estudantes ou empresas de informática. “Precisamos de um cadastro em que conste o local da apreensão, as condições em que vivia o animal, o tipo de medicamento e alimentação de cada um, o controle de entrada e saída”, explica Vinícius.
Os animais apreendidos que não podem ser devolvidos ao seu ambiente natural serão entregues aos cuidados de pessoas interessadas que tenham condições de proporcionar um lugar adequado à espécie escolhida. “Dentro de aproximadamente dois meses, poderemos doar esses animais que não podem ser soltos no meio ambiente. Uma lei nesse sentido já foi aprovada e estamos esperando a publicação para iniciar as doações”, diz o coordenador.
Ele explicou que existe animais de várias espécies em condições de doação, entre eles, tucanos, papagaios, araras, onças, macacos e quatis. Apenas no ano passado, 1.890 animais, de 115 espécies deram entrada no Cras.
O Cras também faz parceria com zoológicos e proprietários rurais que têm interesse em adquirir animais para ecoturismo ou para o repovoamento de suas propriedades. Os interessados podem se cadastrar, para que os técnicos do Centro de Reabilitação façam uma visita in loco a fim de avaliar se a área é adequada para soltura e quais espécies podem viver naquele ambiente.
Os interessados em fazer doações ou se cadastrar para receber animais reabilitados podem entrar em contato com o Cras pelo telefone (67) 3326 6003 ou pelo e-mail crassema@yahoo.com.br.
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