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CPMI dos Correios não acabará em pizza, afirma Delcídio

03 setembro 2005 - 10h28

Para o senador Delcídio do Amaral, presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga a corrupção na ECT (Empresa de Correios e Telégrafos), o texto do primeiro relatório parcial lido na quinta-feira passada no Congresso Nacional é auto-explicativo e aponta para a punição dos culpados. Em artigo, publicado na edição deste sábado na coluna Tendências e Debates, do jornal Folha de São Paulo, o senador afirma que a CMPI “não terminará em pizza! Mais do que isso. Um resultado diferente seria uma aberração, uma violência inominável praticada contra a opinião pública deste país”. Um peso para um resultado efetivo, conforme o parlamentar, é a transmissão dos trabalhos da CPMI em tempo real e o acompanhamento direto da opinião pública.No entanto, o senador argumenta que uma CPMI não julga, muito menos condena, mas localiza indícios de uso indevido do dinheiro público. Segundo Delcídio do Amaral, a primeira fase foi cumprida com rigor e ele acredita que servirá de exemplo e marcará o ritmo das demais CPIs. “Urge punir os culpados para fazer germinar um sentimento que preencheu, por um momento, de efusiva alegria o coração dos brasileiros: a esperança”. O senador sugere que, de posse dos relatórios, as comprovações ficam agora para outras instâncias -parlamentares, policiais ou judiciárias. “O texto do relatório se encarrega de demolir essas pobres justificativas” e, para ele, não há ‘legitimidade em mandato financiado com caixa dois”, lembrando que não se pode afastar o fato de que houve recebimento de vantagens indevidas.Outra atitude condenável contida no relatório, conforme o artigo do senador, é que houve desvio de poder com a “evidente seleção de diretorias ou ministérios a que estão afetas decisões de ampla repercussão empresarial (licitações, obras, patrimônio, financeiro). O que ele define como “espúrios ajustes”. Na CPMI dos Correios foram analisados 780 ofícios, 529 requerimentos, respondidos 602 documentos, num total de 190 fitas de gravações e 285 horas de depoimentos. “Esses procedimentos continuarão a ser realizados até a extinção do prazo de vida das comissões”, esclareceu o senador. 

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