O relatório parcial da CPI dos Sanguessugas, a ser apresentado amanhã, deve apontar o envolvimento de 75 parlamentares com a máfia das ambulâncias. A comissão investigou 91 nomes, mas encontrou provas contra 75, revela o jornal Folha de S. Paulo. O vice-presidente da CPI, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), defende que os nomes dos 75 parlamentares sobre os quais há provas ou indícios graves de envolvimento com o esquema sejam encaminhados para os Conselhos de Ética da Câmara e do Senado, para que sejam abertos processos de cassação de mandato.Conforme Jungmann, o relatório da CPI dividirá os parlamentares em três grupos. Do primeiro constam 50 nomes, sobre os quais há "provas expressivas" de participação no esquema. No segundo grupo estão listados outros 25 com provas e indícios graves. No terceiro grupo, estarão 15 parlamentares que a CPI não comprovou a participação.O presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), reiterou que pretende colocar o relatório parcial em votação amanhã. Se houver pedido de vista, Biscaia irá conceder apenas algumas horas para que o texto seja analisado pelos membros. O deputado admite, no entanto, adiar a votação somente se não houver quórum na reunião.
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