A instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre o esquema de fraude em licitações de obras públicas já conta com a assinatura de mais de 140 deputados e 27 senadores, segundo o último levantamento realizado ontem às 21h. O requerimento, apresentado pelos deputados Augusto Carvalho (PPS-DF) e Júlio Delgado (PSB-MG), recebeu o apoio de líderes da oposição e até de partidos da base do governo. Para instalar a CPI é preciso contar com o apoio de 171 deputados e 27 senadores. Os dois parlamentares também estão empenhados na coleta de assinaturas para instalação de outra CPI para investigar a atuação de magistrados na venda de sentenças, escândalo revelado pela Operação Furacão da Polícia Federal.
Segundo Augusto Carvalho, o número elevado de apoio no primeiro dia de coleta de assinaturas é uma demonstração de que as bancadas partidárias não querem ver o Parlamento envolvido em denúncias de corrupção. “Ninguém nesta Casa deseja que o Congresso volte aos tempos do pagamento de mensalão e da máfia das sanguessugas”, disse o deputado, ao relembrar dois dos escândalos que, na avaliação dele, contribuíram “substancialmente” para abalar a imagem do Legislativo.
A expectativa de Carvalho é de que até o final da semana seja possível conseguir os apoios necessários para instalar a comissão para investigar escândalo de desvio de recursos públicos e pagamento de propina a agentes do Executivo e do Legislativo revelado pela Operação Navalha.
Da tribuna do Senado, José Agripino (DEM-RN) declarou seu apoio à criação de uma CPI. O parlamentar explicou que até ontem era contra uma investigação no âmbito do Congresso Nacional, mas mudou de idéia. “O Chinaglia (presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia) trouxe a crise para o Congresso ao pedir informações sigilosas ao Ministério Público. Vamos abrir essas informações ao Brasil inteiro”, argumentou.
Renan
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), avisou em plenário que vai respeitar o regimento ao receber esse requerimento: verificar se a CPI tem fato determinado, ler sua criação e abrir prazo para os líderes indicarem seus membros. Renan chegou a dizer que assinaria o pedido, mas até as 21h, não havia registrado seu nome no requerimento.
O vice-presidente da República, José Alencar, também defendeu a criação de uma CPI. “Quando eu era senador, sempre fui a favor das investigações transparentes. Nunca fiquei contra a instalação de CPIs”, disse. Para Alencar, “é preciso fazer todo o possível para evitar acontecimentos dessa natureza, que, queiramos ou não, prejudicam a imagem das instituições.” Em referência ao Poder Executivo, o vice-presidente afirmou que “o presidente Lula não pode se responsabilizar por tudo o que acontece em todas as áreas.”
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)faz campanha em favor da comissão de inquérito. Cezar Britto, presidente da instituição, destacou que “a CPI é a forma mais correta para esclarecer de vez o relacionamento do poder público com as empreiteiras brasileiras.” (Correio Braziliense)
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