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Corumbá completa hoje 225 anos de história e resistência

21 setembro 2003 - 06h52

Corumbá comemora neste domingo 225 anos de fundação, mas essa longa história não se desenvolveu no mesmo local em que hoje a cidade está estabelecida. O povoado fundado por Luís de Albuquerque no dia 21 de setembro de 1778 é, na verdade, o distrito de Albuquerque, distante cerca de 30 quilômetros da cidade e batizado inicialmente com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque. Durante anos não passou de um destacamento militar; aos poucos o vilarejo foi tomando corpo até ser totalmente destruído pelo fogo em 1800.Reconstruído, o povoado de Albuquerque progrediu. No dia 26 de agosto de 1835 foi elevado à condição de freguesia e em 19 de abril de 1838, já era distrito. O progresso ganhou velocidade, o comércio florescia e perto parecia estar o dia em que o distrito alcançaria a emancipação. Porém mais um revés estava por vir. Em 1859 (portanto 81 anos após sua fundação) tropas paraguaias comandadas pelo coronel Vicente Barrios invadiram a localidade, fazendo muitas baixas entre seus habitantes e forçando os remanescentes a mudar-se para outra área, às margens do rio Paraguai. Estavam lançados os alicerces da cidade de Corumbá.A localização do novo vilarejo era estratégica: na fronteira das terras do Império, às margens de um grande rio que liga os países da Bacia do Prata ao interior do continente. Para garantir a posse da terra e proteger-se das constantes investidas dos paraguaios, o vilarejo foi cercado por muralhas das quais, infelizmente, não restam vestígios. Já naquela época era considerado importante entreposto comercial, mas o apogeu de Corumbá e da navegação pelo rio Paraguai viria décadas depois.Durante a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) o vilarejo foi ocupado pelas forças expedicionárias paraguaias, que ali permaneceram até 13 de junho de 1867. A batalha que ficou conhecida como Retomada de Corumbá foi chefiada pelo então coronel Antônio Maria Coelho. O Império entendeu a importância estratégica da localidade e incentivou seu povoamento. Quatro anos depois da expulsão dos paraguaios, no dia 7 de outubro de 1871 o município foi restaurado e, passados mais 10 anos, o número de habitantes já batia 15 mil pessoas. Apogeu - Com a região pacificada e incentivos oficiais à navegação no rio Paraguai, Corumbá rapidamente se desenvolveu e no fim daquele século XIX já era o porto mais movimentado do interior do Brasil. Grandes carregamentos de mercadorias desembarcavam todos os dias no Porto Geral, para atender o comércio local e outras regiões do então Mato Grosso, como também da Bolívia. As embarcações não retornavam vazias: transportavam borracha, couro, charque, além de plantas medicinais.Foi naquela época, em 1873, que as grandes edificações começaram a ser erguidas no Porto Geral. Surgiam o prédio da Alfândega, a Mesa de Renda do Estado, o prédio Wanderley Baís & Cia, Vasques e Filhos, entre outros. A parte alta também crescia, com a construção de imponentes edificações como a Escola Estadual, Quartel do 13º Distrito Militar, Sociedade Beneficente Italiana, Intendência Municipal, Correios e Telégrafos, Escola dos Padres Salesianos e a Igreja Matriz, entre muitas outras. A comunicação da parte alta com a parte baixa acontecia através de duas ladeiras. O apogeu estendeu-se por décadas. Em 1930 Corumbá já era a mais importante cidade do Estado de Mato Grosso, superando a capital Cuiabá. Linhas de navegação fluvial ligavam o Porto Geral a Montevidéu (Uruguai), Buenos Aires (Argentina), Cuiabá, Cáceres, Porto Murtinho e Porto Esperança, onde as embarcações faziam conexão com os trens da Noroeste do Brasil, transportando progresso para todas as regiões do Estado. As marcas desse período de glória estão estampadas na arquitetura da cidade e na auto-estima de sua gente.

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