Presença garantida no bis da nova turnê dos Rolling Stones, Olé Tour, que chega a São Paulo nesta quarta-feira (24), "You Can't Always Give What You Want" tem ganhado reforço brasileiro no palco.
A exemplo dos países da América Latina por onde a banda já passou, a introdução da canção lançada em 1969, no clássico disco "Let it Bleed", foi defendida no sábado, no Maracanã, pelo Coral da PUC- Rio (Pontifícia Universidade Católica).
Com a idade entre 18 a 25 anos, os cantores forem escolhidos através do YouTube e encantou Mick Jagger, horas antes, em um ensaio intimista no camarim da banda. "Era um lugar pequeno e cantamos muito bem, foi eletrizante. Ele ficou encantado, sorriu. Estava entusiasmado", conta Geraldo Leal, que dividiu a regência do coral com Gláucia Henriques.
Até então acostumado a um repertório mais brasileiro, o coral escolheu "Bohemian Rahpsody", ópera-rock do Queen, como cartão de visita. "Foram várias tarefas para mostrar que o coral estava ensaiando e atendendo aos pedidos deles", explicou Leal.
Em seguida, a produção mandou a partitura e um vídeo de Mick Jagger cantando a música ao violão para ajudar. Sinal de que já estavam na próxima fase. Mas a confirmação mesmo nunca chegou oficialmente. "Nunca tivemos a garantia de que seria a gente. No sábado, disseram que se acontecesse alguma coisa e a banda não ficasse a fim de apresentar, poderíamos não participar", disse.
Nos bastidores, no entanto, o encontro foi caloroso e mexeu com o regente. Estavam ali seus ídolos quando criança, tocando ao vivocom seu coral. No meio da música, Jagger parou de acompanhar no microfone e sacou o celular para gravar os jovens cantores.
"Ele conversou com todo o coral. Foi um contato muito próximo. A coisa mais maravilhosa disso tudo foi essa aproximação, de músico para músico. Eles conseguem encantar a plateia e, de fato, eles contagiam todo mundo que está ao lado", conta.
No palco, o vocalista também serviu como um terceiro regente, sinalizando sempre que possível a cada variação na harmonia, e acabou fazendo com que os brasileiros rissem involuntariamente ao errar o nome do coral. "Obrigado, puquiu!".
"O coral surgiu nos anos 1960, quando os Stones começaram também. Quase a mesma idade. Eles foram para um lado, nós para o outro. Histórias diferentes que agora se encontram", comemora Leal. "Naquela noite, estivemos dentro dessa lenda".
SP e POA
Para os shows na capital paulista, na quarta (24) e no sábado (27), no Estádio do Morumbi, a banda escolheu o Coral Sampa, que reúne vozes de diversos grupos e universidade sob a coordenação e regência de Thelma Chan e Maru Ohtani. Em Porto Alegre, o coral escolhido é o da PUC Rio Grande do Sul.
"Dividir o palco com esses ícones do rock'n roll mundial é surreal. Trabalhamos bastante para atingir o nível de exigência da produção musical da banda. Estamos preparados mas com friozinho na barriga", comentou Thelma.
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No camarim no Maracanã, Mick Jagger parou de cantar para fotografar o Coral da PUC-Rio (Foto: Divulgação)