Atravessar a faixa de Gaza sem sofrer nenhum tipo de molestações já chegou a ser bem mais perigoso do que nos dias atuais, principalmente após incansáveis esforços de egípcios e israelitas, com a interveniência de humanistas de várias partes do mundo, em prol da paz e da convivência harmônica entre os dois lados.
Paradoxalmente, é mais ou menos essa a sensação que experimentam os pedestres que ousam atravessar a faixa de trânsito em determinados pontos da área central de Dourados, especialmente naqueles trechos mais afastados do principal quadrilátero, onde predominam as atividades econômico-empresariais e onde, por conseqüência, ainda é possível deparar vez ou outra com um sistema de sinalização mais eficiente.
Na última semana venho experimentando esse tipo de sensação. A primeira delas, por sinal que deveria ser imperiosa – como uma espécie de vestibular, ou a admissão ao ensino médio exigida no final da década de 60 -, de voltar a integrar o sistema de trânsito na condição de pedestre. Aliás, forçosamente levado a essa condição depois de ter ajudado a engrossar as estatísticas da irresponsabilidade que predomina com alguns agentes desse meio.
E, exemplo de abuso máximo, tenho feito valer o meu direito de pedestre. A faixa não é a segurança do pedestre? Pois então, é a ela que recorro quando estou em uma dessas esquinas movimentadas da área central. Desde sexta-feira passada já fiz motociclistas frearem bruscamente, ciclistas avançarem calçada acima pra não me atropelarem, condutores de automóveis hesitarem entre parar e avançar, porque ainda há a “cultural” desconfiança: Será que ele vai atravessar mesmo?
Só não consegui ainda, pasmem, fazer com que os condutores de veículos utilizados pelos centros de formação dos futuros motoristas assegure o meu direito. Ainda ontem, e aqui ocorre o exemplo das regiões mais afastadas da área mais central, tive que esperar a minha vez enquanto um bonitinho, guiando um desses carros com aquela manjada inscrição, se estabelecia lindo e formoso sobre a faixa do pedestre aguardando a vez para cruzar a avenida Marcelino Pires.
Conclusão: Se quem tem o dever e a obrigação, e ainda cobra caro para ensinar outrem a dirigir um veículo, oferece esse tipo de exemplo, chego a temer pelo futuro dos milhões que estão sendo aplicados na pintura de faixas, na confecção de placas, inversão de vias preferenciais, proliferação de semáforos, ativação e/ou desativação de lombadas, enfim.
Enquanto isso, nossas mal cuidadas faixas de Gaza estão aí a desafiar as leis do trânsito.
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