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Coquetel anti-HIV garante sobrevida de pelo menos 10 anos

18 outubro 2003 - 16h38

A ampla maioria das pessoas que tomam o coquetel de drogas anti-HIV pode viver pelo menos por dez anos, segundo uma das mais amplas estimativas, realizadas sobre o coquetel de medicamentos, que será publicada este sábado no semanário médico The Lancet. A avaliação considera dados coletados junto a 7.740 indivíduos soropositivos na Europa, Austrália e Canadá.Eles foram acompanhados pelo estudo desde antes do advento do coquetel (HAART, uso combinado de três drogas anti-retrovirais que inibem a reprodução do vírus HIV), em 1997, no período 1997-98, quando o tratamento se tornou disponível em quantidades limitadas, e em 1999-2001, quando se tornou amplamente acessível nos países citados.Antes de 1997, as pessoas com HIV com idades entre 15 a 24 anos sobreviviam, em média, 12,5 anos após a infecção. Comparativamente, entre as pessoas com idades de 45-54 anos, a sobrevida era muito menor: elas viviam, em média, 7,9 anos após a infecção. O estudo demonstra que, após 1997, o uso da terapia com anti-retrovirais começou a ter um grande impacto.Em seu primeiro ano de uso, quando um em cada cinco pacientes com HIV tinha acesso ao coquetel, a taxa de mortalidade foi reduzida em 50% em comparação com os níveis anteriores a 1997. Em 2001, quando 57% dos pacientes acompanhados pelo estudo tinham acesso às drogas, a mortalidade caiu em 80%, comparada com os níveis anteriores a 1997.Como a terapia com anti-retrovirais foi introduzida há apenas seis anos e a maioria das pessoas que fazem uso dela ainda está viva, foi impossível fazer uma projeção sobre sua longevidade, disse a chefe da pesquisa, Kholoud Porter, da Unidade de Testes Clínicos do MRC. Mas, segundo a pesquisadora, em todas as faixas etárias, dos 15 aos 64 anos, a sobrevida é, em média, de 10 anos."Dez anos depois da infecção, 90% das pessoas com HIV que tomam o coquetel de anti-retrovirais ainda estavam vivas, não importando a sua idade", disse Porter. "(O coquetel) aumentou a sobrevida de todo mundo, a despeito da idade", ratificou.Porter disse não haver uma razão para a diferença de idade no que diz respeito à sobrevida de soropositivos ter sido nivelada, mas especulou que os pacientes mais velhos são relativamente disciplinados no uso dos medicamentos, o que pode ter aumentado suas chances.Em muitos casos, o tratamento torna possível reduzir as cargas de HIV abaixo dos níveis detectáveis, o que não representa uma cura e pode ter efeitos colaterais tóxicos. Se a terapia for suspensa, o vírus retorna e progressivamente domina e destrói o sistema imunológico. Até recentemente, o alto custo destas drogas as tornou acessíveis somente a pacientes dos países ricos e desenvolvidos.No entanto, o preço agora caiu significativamente, tornando possível conceber a sua distribuição nos países pobres da África, onde está o maior número de infectados da pandemia mundial de HIV/aids. O estudo é o mais recente a confirmar o impacto histórico do coquetel na luta contra a aids.Em setembro passado, um estudo suíço sobre as taxas de mortalidade mostrou que pessoas que respondem bem à terapia com anti-retrovirais e não têm hepatite C podem apresentar taxas de mortalidade melhores em curto prazo do que aquelas que foram tratados com sucesso de câncer.

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