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Copom inicia hoje reunião que deve reduzir a taxa Selic

29 agosto 2006 - 06h57

O mercado financeiro brasileiro terá dias movimentados esta semana pela reunião do Banco Central do Brasil e por importantes indicadores econômicos nos Estados Unidos. Além disso, os investidores terão de acompanhar os dados do Produto Interno Bruto brasileiro e o preço do petróleo no mercado internacional. São os principais eventos que afetarão as aplicações brasileiras, como juros, bolsa e dólar.O últimos índices de preços divulgados confirmam que o quadro inflacionário segue tranqüilo. O IPCA-15 de agosto, prévia do indicador oficial que é referência para o sistema de metas de inflação do BC, divulgado na semana anterior, veio em 0,19%, no piso das estimativas dos economistas e abaixo da mediana. Dessa forma, levando-se em conta ainda o nível de atividade econômica controlado e as contas externas favoráveis, os analistas têm certeza de que o juro continuará caindo nas próximas reuniões do Copom. Diante do cenário positivo, os consultores da Tendências e do Ibef divulgaram alerta ontem considerando mais provável um corte de 0,5 ponto porcentual na reunião desta semana, dias 29 e 30 de agosto, apesar dos avisos do BC de "maior" parcimônia na ata da reunião passada. Porém, a maioria ainda mantém previsões mais conservadoras de queda de 0,25 ponto em cada reunião, reduzindo a Selic para 14% ao ano em dezembro. Será o principal evento a ser acompanhado. Passado o Copom, os analistas voltam-se para a divulgação dos resultados das contas nacionais da economia brasileira, com destaque para o PIB do segundo trimestre, na quinta-feira, dia 31 de agosto. Para o governo, a base de comparação forte com o primeiro semestre de 2005, quando o PIB cresceu 3,40%, fará os resultados não serem tão favoráveis agora. Ainda assim, poucos crêem que o crescimento da economia comprovará o otimismo de integrantes do governo, de um PIB acima de 4% em 2006. Os recentes dados do nível de atividade e a queda esperada para o setor agropecuário motivaram revisões por parte dos economistas. Eles esperam uma expansão de apenas 3,55% este ano, conforme a última pesquisa Focus, divulgada na última segunda-feira. Para o segundo trimestre, as estimativas apuradas vão de 0,60% a 0,90%, na comparação com o primeiro trimestre, e de 1,70% a 1,95% contra igual período de 2005.  

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