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DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Captação de órgãos deve passar por processo burocrático, diz coordenador da Cidhott

27 dezembro 2017 - 11h25Por Guilherme Pires

O médico coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cidhott), Antônio Pedro Lucas Bitencourt recebeu o Dourados News, na manhã desta quarta-feira (27), para explicar como se dá o processo de doação de órgãos, mencionando que existem várias fases e que todas devem ser respeitadas. 

O fato se dá a polêmica recente, quando relatos em redes sociais alegavam a demora para que equipes de captação de órgãos chegassem a Dourados para a realização do procedimento na jovem Vivian Isidoro Akamine, 20, que morreu na quinta-feira passada. 

A captação ocorreu no sábado, dois dias após o óbito.

Veja como funciona o procedimento baiaxo. 

Para que haja doação

O primeiro passo para que aconteça a doação de órgãos é preciso um provável doador que pode prover de uma morte decorrente de trauma cerebral grave ou Acidente Vascular Cerebral. 

“Assim que há um suposto doador, a equipe médica precisa realizar três exames para confirmar se de fato houve a morte encefálica, sendo dois deles, uma avaliação clínica e por último um exame complementar, chamado arteriografia cerebral, que define se de fato ocorreu a morte. Confirmada, a família é abordada para saber se a pessoa é doadora de órgãos e se não for, se é autorizada a doação”, comentou o médico.

Próximo passo

Antônio explica que o próximo passo é avisar as centrais Estadual e Nacional de Transplante. 

“Depois que a família é acionada, nós avisamos a Central Estadual de Transplantes, esta comunica a Central Nacional de Transplantes que então, realiza a oferta dos órgãos aos hospitais do Brasil, onde então, é verificado a tipagem sanguínea de quem está doando, e depois a lista de espera é analisada. Se o doador possuir hepatite A, por exemplo, o receptor só pode ser alguém que também possui a hepatite A, por isso, o processo começa a ficar mais criterioso, podendo levar até 72 horas”, menciona.

Múltiplos órgãos

Geralmente é doado todos os órgãos, no entanto, a família pode escolher qual deseja ser doado.

“Outro ponto que precisa ser esclarecido é que, a doação de todos os órgãos não quer dizer que a captação conseguirá ser feita 100%, isso porque há alguns que são difíceis de retirar como o pâncreas e o coração, isso sem considerar que pode ocorrer uma parada cardíaca e afetar os demais órgãos. Aqui em Dourados a captação mais comum que fazemos é de córneas, rins e fígado, lembrando que coração é de uma complexidade enorme, tanto que só conseguimos realizar uma captação”. 

O coordenador da Cidhott, Antônio Pedro Lucas Bitencourt, concluiu afirmando que entende a pressa das famílias em querer que o procedimento aconteça o mais rápido possível. 

“Eu entendo que a família queira que a captação não demore, afinal perdeu um ente querido, mas nenhuma fase pode ser pulada, deixada de lado; aliás também compreendo que todas as famílias veem quando realizam a doção de órgãos, um jeito de manter a pessoa que ama, viva de uma certa forma, pois salva outras vidas”, finalizou.

 

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