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Consumo de crack em classes altas aumenta no país

27 janeiro 2011 - 17h48

Uma pesquisa a nível nacional mostra que o consumo de pedra de crack aumentou em torno de 500 a 600 por % nos últimos meses e a classe média e alta foi a que mais acabou sendo atingida pelos traficantes da poderosa droga enquanto o uso de cocaína teve uma queda significante assim como a maconha, e de acordo com informações obtidas pela reportagem, em Dourados a situação não seria diferente das outras cidades brasileiras.
Em Dourados bairros como o Jardim Clímax, Grande Flórida e Parque das Nações, Novo Horizonte, Canaã I, II, III, IV, Jardim Pantanal, Itália entre outros da periferia, imediações da antiga prefeitura, via Joaquim Teixeira Alves e adjacências, e na praça Mário Correia, que fica em frente ao Hospital Evangélico, constantemente pessoas são flagradas consumindo ou vendendo drogas, principalmente a pedra de crack
O crack é um subproduto mais barato que a cocaína, cujo efeito destruidor é bem maior que todas as demais drogas e a dependência não têm cura e não há remédios que evitem recaídas, por isso, os dependentes precisam de acompanhamento constante de psiquiatras, psicólogos e principalmente, da ajuda dos famílias.
Estatísticas apontam que há três anos havia mais usuários de cocaína, álcool ou maconha, no entanto, nos dias atuais estes números mudaram, pois segundo foi apurado, quase 100 % são viciados em crack.
O dependente desta droga geralmente se isola e usa todos os seus recursos no consumo, e quando o dinheiro acaba, começa as dividas e os furtos e roubos para adquirir o subproduto.
A impressão de que os usuários têm origem social pobre é falsa, pois o crack é que empobrece os usuários e rapidamente eles se marginalizam, e o tratamento em clinica particular, não sai por menos de 15 mil reais, no entanto, os que não têm mais recursos geralmente procuram o atendimento dos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).
ESTRATÉGIA
Deixando claro que nem todos os usuários de crack são das camadas pobres, mas que a droga empobrece a todos, a melhor estratégia para afastar os jovens das drogas segundo os especialistas envolve uma múltipla abordagem.
Primeiro, a intervenção da família, que não se acanhar antes sabedora do problema dentro de sua casa.
Em seguida vem o tratamento contra a dependência química, a busca de alternativas à droga -que pode ser através da fé ou por um propósito na vida- e o apoio comunitário (da igreja, dos amigos, dos grupos especializados como os Narcóticos Anônimos) para manter longe do mundo das drogas.
Por outro lado, uma máxima da medicina preconiza que quanto mais precoce o diagnóstico, mais fácil será a cura, e o principio vale também para a dependência química.
EM DOURADOS
Em relação a Dourados, hoje é possível informar que uma grande camada de jovens ligados a denominada classe média e alta já estão envolvidos com as mais variadas drogas, em especial o consumo de pedra de crack, todavia, pouca coisa ou nada estão fazendo para conter este avanço, que seria realizar um trabalho conjunto envolvendo a Polícia Federal, Militar, Civil, Ministério Público, Poder Judiciário e a sociedade organizada através dos Rotary; Lions e Maçonarias numa verdadeira e incansável ostensiva frente de combate aos traficantes, que apostando na impunidade, estão atuando tanto nas periferias longínquas, como na área central da cidade, tanto de dia como no período noturno, e em maior escala de vendas nos finais de semanas e feriados prolongados.
NÚMEROS
Até o final do ano passado pesquisas indicavam que no país existe de 600 a 1,2 milhões de usuário de pedra de crack, e que a idade média para o inicio do uso dela seria de 13 anos.
Em 2002 vale ressaltar que a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) rastreou 131 usuários de crack tratados em São Paulo, e destes, apenas 33 por cento ficaram curados, enquanto outros 20 morreram e 17 voltaram ao uso da droga e 10 por cento foram parar na cadeia. Na mesma pesquisa, outros 20 por cento de usuários sumiram.
Uma outra pesquisa apontou que nos últimos dois anos, entre os dependentes químicos tratados na rede estadual de saúde de São Paulo, o número de pessoas que ganham acima de 20 salários mínimos cresceu 155 por cento, dos quais de 60 a 70 por cento são considerados de classe média e principalmente da alta sociedade, o que comprova que há uma epidemia de crack no Brasil quem é sem barreira socioeconômica, e Dourados não seria diferente segundo informações apuradas pela reportagem, o que não deixa de ser uma triste realidade, principalmente porque a maioria dos usuários é adolescente com idade média de 14 a 21 anos.

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