Durante toda essa semana, no período de 1º a 5 de dezembro, foi realizado na Embrapa Pantanal uma série de reuniões técnicas, seminários e workshops internacionais sobre as “espécies de paisagem” do Pantanal (landscape species) . As atividades tiveram como objetivo definir as espécies prioritárias para a conservação e, com base nos resultados, dar início a novos projetos de pesquisa e programas de conservação. Os encontros reuniram pesquisadores de várias regiões do mundo e foram realizados através de uma iniciativa da Wildlife Conservation Society (WCS). A WCS é uma organização não governamental, que desenvolve três programas no Brasil, dois na Amazônia e um no Pantanal. Para o coordenador do Programa Pantanal da WCS, Silvio Marchini, os encontros alcançaram seus objetivos e contribuíram com a organização de uma série de informações. “Durante essa semana pudemos analisar as ameaças que envolvem o ecossistema pantaneiro e identificar as lacunas de pesquisa sobre as espécies de fauna do Pantanal. Essas informações servirão de referência para a comunidade cientifica, norteando os caminhos que devemos seguir”, afirmou Silvio. Ele explicou ainda que o conceito de “espécies de paisagem” está relacionado a cinco critérios, que são: área de distribuição, heterogeneidade do habitat, vulnerabilidade as ações humanas, papel ecológico e valor sócio cultural. Cada uma das espécies de animais identificadas, ao longo da semana, foi avaliada de acordo com esses cinco critérios. “No final dos trabalhos um software específico analisa os dados e relaciona as espécies que mais se destacam em termos de complementaridade, ou seja, animais que de forma conjunta abrangem todos os ambientes e ameaças que compõem a paisagem”, salientou. Silvio também destacou a importância da parceria com a Embrapa Pantanal. “Acredito que qualquer organização ou instituição que pretenda pesquisar o ecossistema pantaneiro deve levar em consideração os conhecimentos científicos dessa instituição que atua aqui há muitos anos e detêm amplo conhecimento regional, além de operacionalizar as etapas de realização dos eventos”, completou. Para o pesquisador da Embrapa Pantanal, Guilherme Mourão, esses eventos são relevantes para a conservação das espécies de fauna pantaneira, pois servem de diretrizes para as pesquisas a longo prazo. “As pesquisas ficam fortalecidas na região, pois a comunidade científica passa a contar com informações agrupadas que mostram novos cenários e perspectivas para a conservação da fauna local”, ressaltou Guilherme
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