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REDES SOCIAIS

Conheça o Amino, rede social feita para reunir fãs e comunidades em um só app

26 novembro 2017 - 11h30Por IG Gente

O nome “Amino” parece familiar? Bem, se ainda não é deveria, pois essa nova rede social têm chamado a atenção do público e dos investidores no setor. Com a premissa de reunir o público em torno de comunidades pautadas por seus interesses, como músicas, séries, artistas, ou esportes, a ferramenta tem como princípio criar um espaço seguro onde os usuários possam se expressar – e, ainda, podem aproveitar os diversos recursos da plataforma para interagirem entre si e fazerem novas conexões.

Agregador de comunidades

“Existe uma amplitude muito grande de conexões que você faz no Facebook, como família, contatos de trabalho. Isso traz um pouco de limite em relação ao que você compartilha nessa rede” explica a diretora geral do Amino para a América Latina, Clara Planel, sobre essa característica da rede social que preza principalmente por esse ambiente onde os usuários se sintam livres para compartilhar o que quiserem. Mirando principalmente no público mais jovem, o aplicativo já teve mais de 10 milhões de downloads na App Store e mais de 250 mil comunidades criadas cobrindo os mais variados temas. Os números são de um artigo da empresa no Medium.

Sendo forte especialmente no nicho de cultura asiática, alguns dos destaques da plataforma no Brasil são as comunidades dedicadas a animes, grupos de K-Pop , LGBT , Game of Thrones , Pabllo Vittar e cristãos que possuem milhares de usuários. Esse aspecto reflete, como apontou Clara, a pluralidade abrigada pelo aplicativo. “Não apenas você pode encontrar virtualmente comunidades com todos os interesses do mundo, mas você pode criar a sua própria comunidade”, comenta. Outro ponto que funciona como um incentivo para os usuários é que à medida que esses grupos crescem podem virar aplicativos únicos – segundo a empresa já há mais de 250 comunidades “unitárias” disponíveis para download nas lojas virtuais.

Em uma passada pela versão brasileira do Amino já mostra o intenso movimento que a rede social está tendo por aqui: o grupo “ARMY-BR”, fandom dedicado ao grupo sul coreano BTS, conta com mais 205 mil membros com cerca de 2000 acessos simultâneos; o “LGBT+” marca quase 160 mil membros, e por ai vai. Clara comentou que logo quando chegou por aqui o aplicativo “explodiu”, tanto pela afinidade da população com redes sociais, mas também com o interesse pelos temas que são carro-chefe da plataforma.

“O público brasileiro é o terceiro maior do Amino. Depois do espanhol, o português reúne a maior quantidade de membros”.  Além de ter se difundido nas regiões Sul e Sudeste, como já era esperado, a empresa notou que boa parte desse crescimento aconteceu pela recepção que tiveram no Norte e Nordeste do país, locais que estão experimentando com muita intensidade a chamada “onda hallyu” (onda coreana).

De olho no capital


Lançado em 2014 por Benjamin Anderson e Yin Wang o Amino tem chamado – e muito – a atenção de grupos de investimento que já estão demonstrando interesse no potencial dessa rede social. Logo no ano de lançamento o grupo já captou US$1,65 milhões de dólares em investimentos. Dois anos depois esse número pareceria pouco perto dos US$19 milhões que a startup levantou – em nota no Medium vemos nomes como a GV (Google Ventures) e Time Warner Investiments entre os principais grupos que injetaram capital na empresa.

O interesse no Amino, do ponto de vista comercial, é bem fundamentado: além de atraírem uma parcela do público que já está deixando de usar outras redes sociais, o perfil de acesso à plataforma chama atenção.

Com tempo de acesso girando em torno dos 70 minutos – maior que do Facebook e no Snapchat, que registram por volta de 35 e 25 minutos respectivamente, segundo matéria de março no portal AdWeek   – como denota a diretora do aplicativo, ela vê o nível superior das publicações como um ponto chave do sucesso.

“Nossos usuários são atraídos pela qualidade do conteúdo autoral e exclusivo [...] você consegue se aprofundar muito mais em um tema. Os usuários realmente gastam tempo ali, editando, criando, utilizam todas as ferramentas possíveis para atingir uma pontuação de relevância. A criação e o compartilhamento são as ações chave dentro do Amino”, explica. 

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