O ministro Humberto Gomes de Barros, 69 anos, eleito à unanimidade, no dia seis de março, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ocupa o cargo a partir de 7 de abril, quando se encerra a administração atual. Antes disso, ele participa do VI Congresso de Processo Civil e Direito Civil de Mato Grosso do Sul, realizado na cidade de Campo Grande-MS. O tradicional evento acontece de 27 a 29 de março, e o futuro presidente do Superior Tribunal de Justiça, Humberto Gomes de Barros, abre o evento na noite da quinta-feira (27), com a palestra "Perspectivas do Sistema Judiciário Brasileiro".
A sexta edição do evento, que é o maior congresso de processo e direito civil do Estado, será realizada no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo. A coordenação do congresso é do professor doutorando Júlio Cesar Souza Rodrigues, da Universidade Católica Dom Bosco, reunindo acadêmicos de Direito, advogados, defensores, procuradores, promotores, juízes e desembargadores.
As inscrições estão abertas e devem ser feitas na sede da OAB/MS, ESA (Escola Superior de Advocacia), UCDB, Unaes, Uniderp e Unigran (Dourados). O valor da inscrição, até o dia 25/03, é de R$ 160,00 para profissionais e R$ 80,00 para acadêmicos, taxa que pode ser paga em até 2 (duas) vezes. Nos dias 26 e 27 de março, existindo vagas, a taxa de inscrição passa a ser de R$ 180,00 para profissionais e R$ 90,00 para acadêmicos. A carga horária é de 25 horas. Maiores informações podem ser obtidas com o coordenador do evento, professor doutorando Júlio Cesar, pelo telefone (67) 3326-9772.
Perfil
Humberto Gomes de Barros faz parte da primeira leva de ministros que integraram o STJ. Ingressou em 1991, por indicação da Ordem dos Advogados do Brasil. Nesses 17 anos de atividade judicante, foi julgador da Terceira Turma, da Segunda Seção e da Corte Especial e exerceu o cargo de diretor da Revista do STJ pelo biênio 2006 a 2008. Ele também foi membro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde exerceu o cargo de corregedor-geral eleitoral.
Conhecido na Casa como um ministro poeta, Gomes de Barros angaria afetos por parte dos ministros e servidores. Em seu gabinete, ele é tido como um magistrado acessível, que norteia o trabalho da equipe com o objetivo de alcançar celeridade.
Crítico feroz dos votos longos, da erudição e do brilhantismo exagerado, Gomes de Barros mantém-se firme na defesa da simplicidade como um dos fatores essenciais para agilizar a justiça.
Direito e Poesia
Reconhecido nas áreas jurídica e cultural, Gomes de Barros foi eleito membro das academias de letras de Alagoas e Brasília. É autor dos livros Usina Santa Amália, Glossário Forense, Canção das Alagoas, As Pernas da Cobra e Electro Sânitas.
Ao ser questionado sobre a influência da literatura em seu cotidiano como jurista, ele diz que a poesia é uma oportunidade de extravasamento. "Acredito que Literatura e Direito são dois universos paralelos em que um não interfere no outro. Sempre procurei ser um juiz correto, justo, acessível e decente. No entanto isso não exclui que eu seja um juiz bem humorado, e esse bom-humor eu despejo na literatura".
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