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Conferência pode estar próxima de acordo pouco ambicioso

18 dezembro 2009 - 12h06

Uma ofensiva diplomática de última hora busca viabilizar um acordo na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que termina hoje (18) em Copenhague (Dinamarca). As informações são da BBC Brasil. Os primeiros passos foram dados ontem (17), com a menção, feita pela primeira vez pelos Estados Unidos, de financiamentos de longo prazo para países em desenvolvimento combaterem as mudanças climáticas.

Paralelamente, a China teria cedido no sentido de aceitar reformas no sistema de controle de emissões do país, mantendo-o, entretanto, sob controle nacional. O vice-ministro do Exterior chinês, He Yafei, disse que o país está disposto a dialogar e cooperar desde que isso não leve à intromissão em assuntos internos e não infrinja a soberania.

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy (França), líderes de duas das delegações mais influentes do encontro, se reuniram para tentar acertar os ponteiros.

Entretanto, um documento vazado para a imprensa ontem indica que, ainda que se chegue a um acordo, ele não deverá ser ambicioso o suficiente para manter a temperatura do planeta abaixo dos 2 graus Celsius (ºC), como recomenda o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

O relatório, do dia 15 de dezembro, soma todas as metas de redução de emissão apresentadas até o momento e conclui que elas não conseguiriam tirar o planeta da rota do aquecimento global, que poderia chegar a 3ºC. A concentração de gases de efeito estufa na atmosfera ficaria em cerca de 550 partes por milhão (ppm) – bem acima das 450 ppm recomendadas pelo IPCC.

O documento, baseado em diversos estudos publicados recentemente, afirma que seria preciso manter as emissões em no máximo 44 gigatoneladas de gases de efeito estufa até 2020. Mas as propostas existentes ficam entre 1,9 gigatoneladas e 4,8 gigatoneladas acima desse nível. O texto diz que, para alcançar esse patamar, também seriam necessárias reduções agregadas dos países industrializados de 30% em relação aos níveis de 1990, entre outras medidas.

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