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Condições de trabalho e emprego devem ser foco na América Latina, diz OIT

11 janeiro 2010 - 13h08

Os prognósticos mais recentes preveem que, em 2010, haverá recuperação das economias da América Latina e do Caribe --com um crescimento de cerca de 4,1% ao ano. Mas a OIT (Organização Internacional do Trabalho) alerta que, para um cenário igualmente positivo no mercado de trabalho da região, é preciso que o emprego e o trabalho decente estejam no centro das políticas econômicas.

O Panorama Laboral 2009, divulgado nesta segunda-feira pelo órgão, destaca que o mercado de trabalho na América Latina e no Caribe tem se recuperado, mas que a velocidade desse processo vai depender do ritmo e do tipo de crescimento econômico. As projeções apresentadas pela OIT para a região são "cautelosamente otimistas" e sugerem que o desemprego começa a cair gradualmente em 2010, podendo se situar em torno de 8,2% do total de mão de obra.

Mas este cenário pressupõe que a recuperação da atividade econômica gere um ligeiro aumento na demanda por trabalho. A expectativa é de que a taxa de desemprego urbano, por exemplo, caia de 8,4% em 2009 para 8,2% neste ano. Ainda assim, o total de desempregados se manteria em torno dos 18 milhões de pessoas.

"Esta é a crise da falta de emprego, do deficit de trabalho decente e da pobreza e indigência, e deve ser enfrentada com mais determinação do que nunca", defende a OIT, ao destacar que não se pode sair da crise com as mesmas políticas econômicas que a produziram.

Uma política macroeconômica com inflação mínima ou de ausência de deficit fiscal, de acordo com o estudo, é considerada uma condição necessária, mas insuficiente para resolver os problemas de emprego e condições de trabalho. É preciso uma inversão que estimule a produtividade, a competitividade, a formação e a capacitação, a rentabilidade econômica e social das empresas, a equidade e o desenvolvimento, afirma.

A OIT defende que, juntamente com a recuperação da economia, os atores sociais e os governos devem adotar um firme compromisso para aumentar a produtividade e repartir equitativamente o incremento, de modo a assegurar uma recuperação e uma melhoria do poder de compra dos trabalhadores.

O estudo pede ainda atenção especial aos jovens diante do grande deficit de trabalho decente na América Latina e Caribe, além de um esforço voltado à equidade de gênero e para as melhores condições de trabalho das mulheres. Por fim, a pesquisa cobra a erradicação do trabalho infantil e do trabalho forçado, bem como de todas as formas de discriminação.

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