Um e-mail enviado por um grupo de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – GLBT, intitulado “Dignidade já!”, denuncia o aumento da violência contra a categoria no Mato Grosso do Sul. Segundo dados que eles tiraram da ATMS (Associação das Travestis de Mato Grosso do Sul), de 1997 e 2007 ocorreram 27 assassinatos entre a população GLBT, além de 30 casos de violência policial e 100 casos de violência física e discriminação.
Um dos pontos mais violentos na capital, segundo a nota enviada, são pontos da Rua Jateí, no bairro Guanandi, que ele definem como “pontos de trabalho”. “Infelizmente nós temos sido vítimas da incompreensão da sociedade e de várias autoridades públicas, que deveriam nos proteger, por sermos simplesmente seres humanos. Aqui em Campo Grande, várias de nós já fomos vítimas de ódio, raiva e até mesmo de assassinatos”, diz a nota.
O apelo do grupo é para que as autoridades façam algo pela categoria e os respeitem, já que policiais foram os autores de 100 casos de violência em 10 anos de levantamentos. “Esse Brasil é muito grande e muito lindo, para que todas nós possamos viver lado a lado”.
Medo
O grupo diz ainda que possui informações de bandidos que atuam na capital e que já fizeram vítimas não somente entre a comunidade GLBT, como de outros tipos de crime contra a sociedade em geral, porém com medo, a nota diz que outras informações só serão transmitidas se “derem um canal de comunicação que preserve nossas vidas, porque sabemos que se nos identificarmos seremos presas fáceis, pois estamos nas ruas todos os dias, e sabemos o que pode acontecer conosco”, conclui a nota.
Em Dourados
Uma fonte ligada à comunidade GLBT de Dourados, que pediu para não ser identificada, disse que o preconceito também é grande no município, não só por parte da sociedade que não aceita a presença dos travestis nas ruas, “fazendo pontos”, como das autoridades policiais que agridem verbalmente e até fisicamente quem faz programas nas noites douradenses.
Em Dourados os pontos mais comuns de “programas”, segundo a fonte, são a esquina do Museu Histórico, na rua Joaquim Teixeira Alves, e no prolongamento da mesma rua, próximo algumas quadras do shopping, além de um outro local na rua Nélson de Araújo.
OBS: O e-mail foi enviado para orgãos de proteção aos Direitos Humanos, autoridades do judiciário, militares e para a imprensa.
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