O projeto para criar o computador popular, do Ministério das Comunicações, já está sendo visto com ceticismo pelas empresas do setor.
As empresas estão trabalhando com um custo mensal de 50 reais para o consumidor, entre aquisição do equipamento e mensalidade de internet.
Mas, segundo o coordenador do projeto no próprio Ministério, Marcus Pestana, elas temem que o produto não tenha aceitação, por ser mais simples que os equipamentos vendidos hoje, e porque os valores estimados ainda são muito caros para popularizar a máquina.
O computador popular custaria até US$ 350 (aproximadamente R$ 950) e teria uma memória menor, suficiente apenas para manter um processador de texto e o uso da internet. Como alguns componentes são importados, é possível que esses valores sejam reajustados até a finalização do projeto, que deve sair do papel somente após 2002, ao contrário do que quer o Ministério.
Outro problema para as empresa, é ver o seu estoque de micro mais potentes encalhados nas prateleiras, se houver sucesso no projeto do micro popular.
Até o momento, o único avanço é uma proposta do BNDES para tornar as taxas de financiamento para micro e pequenas empresas mais próximas das praticadas para a grande indústria. O banco também estaria disposto a aumentar o percentual do capital financiado para as grandes empresas, de 50% para até 90%.
Mas diante das altas taxas de juros, o Ministério já sugere a possibilidade de utilizar recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) ou buscar uma linha semelhante na própria Caixa Econômica Federal.
Os Ministérios do Desenvolvimento e de Ciências e Tecnologia também estão no projeto, estudando a possibilidade de uma redução da carga tributária (ICMS, II, IPI). Mas como a Lei de Informática continua empatada, a indústria também não acredita no sucesso das negociações.
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