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EDITORIAL

Como avaliar se não há informação?

24 fevereiro 2016 - 06h14

Ao contrário da proporção e da força que o Aedes aegypti vem ganhando em todos os Estados, a morosidade da saúde pública em relação aos resultados de casos suspeitos do zika-vírus é de preocupar qualquer cidadão brasileiro. Só em Mato Grosso do Sul, 684 amostras de pacientes com a suspeita da doença provocada pelo Aedes aguardam resultado do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O local é referência para os testes a nível local.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o Ministério da Saúde limitou o envio dos testes para o laboratório a 20 por semana.

Isso mesmo, em meio à epidemia de dengue e a quantidade de mulheres grávidas apresentando os sintomas do zika – levando crianças a nascerem com microcefalia -, o governo federal mantém a medida. Outras centenas de amostras estão paradas no Laboratório Central da SES e serão, algum dia, encaminhadas ao instituto paulista.

Enquanto isso acontece, não podemos desenvolver políticas de combate à doença além das habituais. Como saberemos diferenciar, por exemplo, se uma notificação realizada num posto de saúde com os sintomas de dengue, não foram de zika? Afinal, a sintomática é bastante parecida.

Mais desesperador ainda para aqueles que dependem do resultado desses exames, como as gestantes.
Com os sintomas e a pressão diante da possibilidade da ligação do zika e a microcefalia, o período de felicidade e tranquilidade que deve ser vivido durante a gravidez se torna em angustia e medo.

As medidas tomadas nesse momento mostra o desespero evidente com a qual o governo federal tem passado nessa época de epidemia do Aedes no Brasil.

É claro e notório que as ações de combate propagandeadas pelos quatro cantos, incluindo ai a presença de ministros nas cidades é mais uma forma de barulho do que realmente, solução.

E apesar de contratos recém-assinados para pesquisas de desenvolvimento de vacina contra o mosquito transmissor dessas doenças, o Brasil está atrasado, e muito em relação ao pequeno inseto que tem feito estrago país a fora.

Além disso, enquanto não contarmos com uma rede pública organizada, mais difícil será o combate ao Aedes.

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