sexta, 24 de maio de 2024
Dourados
19ºC
Acompanhe-nos
(67) 99257-3397
MATO GROSSO DO SUL

Com foco na ressocialização, feira é vitrine para artesanatos produzidos em presídios

14 maio 2024 - 21h35Por Redação

A aprendizagem de técnicas de artesanato traz um engrandecimento a essas pessoas, traz um novo propósito por estarem se ocupando de forma produtiva”. Assim observou a promotora de Justiça Jiskia Sandri Trentin ao comentar os benefícios da ocupação terapêutica rentável durante a execução de penas em Mato Grosso do Sul, realizada há pelo menos dez anos em unidades prisionais do estado.

O resultado dessa iniciativa – cerca de 350 peças confeccionadas por 67 internos – ficou conhecido na tarde da última quinta-feira (9), durante a 19ª Feira do Artesão Livre – Especial Dia das Mães, que ocorreu na sede do Ministério Público do Trabalho em Campo Grande. A entrada principal do edifício foi tingida pelas cores vibrantes e ornamentada pela delicadeza dos trabalhos feitos em crochê, produtos resinados – que incluem colares, chaveiros e porta-jarras, utensílios, panos de prato, jogos de toalhas bordadas, decoração em metal e em argila.

Conforme explica a promotora de Justiça, todo o valor arrecadado com a comercialização das peças é revertido em prol dos artesãos, seja para a aquisição de materiais que serão utilizados em novos trabalhos, seja para ajudar seus familiares. Jiskia Trentin também destaca o direito constitucional de remição da pena, que corresponde ao abatimento de um dia dentro do sistema prisional a cada três dias trabalhados. “No final das contas, todos nós saímos ganhando porque, quando trazemos esses produtos para a feira, a sociedade pode observar que nas prisões se faz alguma coisa, que preso trabalha”, opina.

A feira acontece duas vezes ao ano – Dia das Mães e Natal –, sendo fruto de uma parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a 50ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), Conselho da Comunidade, Instituto Ação pela Paz e Universidade Presbiteriana Mackenzie/SP. Neste ano, a mostra aconteceu de forma itinerante, isto é, com exposição em diferentes lugares.

Recentemente, o MPT fez a reversão de valores decorrentes da atuação no combate a irregularidades trabalhistas para um curso que qualificou internas no desenvolvimento de habilidades para a produção de artesanato com resina, uma tendência que permite criar peças decorativas, acessórios, objetos utilitários e até mesmo obras de arte. As peças resinadas foram a novidade desta edição da feira. “Esse curso foi motivo de muita alegria para as mulheres que puderam participar dele”, lembra a promotora de Justiça.

Deixe seu Comentário

Leia Também

COMUNIDADE

Sicredi Centro-Sul MS/BA abre inscrições para Fundo Social 2024

BRASIL

Governo sobretaxa misturas no aço usadas para burlar punições

JUSTIÇA

STF julga validade de regras internacionais para sequestro de crianças

SÃO PAULO

Parada LGBT+ pede que público resgate cores da bandeira do Brasil

ECONOMIA

Taxação de super-ricos ganha adesão de países, diz Haddad

MATO GROSSO DO SUL

Polícia apreende cocaína escondida dentro de caixas de suco

SAÚDE

SUS terá recursos para aumentar acesso a cuidados paliativos

TRÁFICO DE DROAGS E RECEPTAÇÃO

Objetos furtados são recuperados em boca de fumo após investigação

SUL DO PAÍS

Com volta da chuva, aulas são suspensas em Porto Alegre

AGRICULTURA FAMILIAR

1º PAA Indígena de MS é lançado na Aldeia Jaguapiru em Dourados

Mais Lidas

REGIÃO 

Empresários são detidos por desvio de energia elétrica após operação do SIG

R$ 37 MILHÕES

Empresa é contratada para prolongar avenida do Centro até parque público de Dourados

BR-463

Douradense é preso com drogas em carro de luxo

ITAPORÃ

Funcionário de fazenda morre durante manutenção em silo