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Colonos do Panambizinho recebem titulo definitivo hoje

14 dezembro 2004 - 08h25

Mato Grosso do Sul dá o exemplo para todo o País, acabando com um erro histórico da reforma agrária, ocorrido há 61 anos. Hoje, dia 14 de dezembro, às 9 horas, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) entregará aos ex-colonos do distrito de Panambi, em Dourados, a certidão de posse do novo assentamento agrícola instalado na Fazenda Terra do Boi, município de Juti. com 2.974 hectares. São 50 famílias que viviam desde a fundação da Colônia Agrícola Nacional de Dourados, instalada por decreto do então presidente da República, Getulio Vargas, no ano de 1945 em uma área identificada como terra dos índios guarani-kaiowás.No último dia 26, os indígenas fizeram uma festa para receber definitivamente as terras de volta, com a participação do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, do governador José Orcírio Miranda dos Santos, do superintendente regional do Incra, Luiz Carlos Bonelli, entre outras autoridades. “Dia 14 próximo, acontecerá uma nova festa”, observou Bonellii, lembrando que na ocasião será festejada a implantação na mesma fazenda, do Projeto de Assentamento Padre Adriano Van De Vem, onde viverão 80 famílias de trabalhadores rurais, associadas a FAF (Federação da Agricultura Familiar).Títulos definitivos para os colonos, e créditos para os sem-terra são as marcas do acontecimento a ser realizado na Praça Santa Luzia, centro de Juti, como parte das comemorações do 17º aniversário daquele município desmembrado de Caarapó. Serão entregues aos sem-terra R$ 1.200.000,00 do PRONAF (Programa Nacional de Financiamento da Agricultura Familiar), R$ 192.000,00 de apoio (alimentação, por exemplo) e R$ 400.000,00 para construção das 80 moradias, com no mínimo 40 metros quadrados cada. Com esse dinheiro os assentados iniciarão uma nova vida, dentro de um novo sistema de assentamento.Cada uma das 80 famílias receberá 12 hectares de terra. Desse total, farão um sítio em quatro hectares, onde produzirão os alimentos para a subsistência e venderão o excedente. “O sítio, onde será construída a casa, é uma espécie de supermercado da família, produzindo frangos caipira, suínos, frutas, verduras, legumes, leite e outros produtos”, disse Bonelli. Os restantes oito hectares serão integrados a uma parte societária. Cuja produção será responsabilidade de todos os assentados e o lucro dividido entre eles. No sítio serão empregados 40% do financiamento liberado pelo Incra e 60% no empreendimento comunitário. 

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