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Colapso de vulcão poderá matar milhões na América

09 agosto 2004 - 23h59

Dezenas de milhões de pessoas na costa leste do Canadá e dos Estados Unidos poderão morrer se o lento desprendimento de parte de um vulcão no norte da África acontecer subitamente. O cientista Bill McGuire afirmou hoje durante uma conferência na Inglaterra sobre desastres naturais, que em algum momento, dentro de alguns milhares de anos, a encosta ocidental do vulcão Cumbre Vieja, na ilha canária de La Palma, vai se desprender e cair no oceano. O episódio criará ondas de até 100 metros de altura no Atlântico. Um pedaço do vulcão do tamanho de uma pequena ilha começou a cair em direção ao mar em 1949. Não há praticamente nenhuma monitoração do vulcão, o que não dá qualquer chance de se fazer um alarme adiantado sobre uma erupção que possa disparar a catástrofe. "O governo dos Estados Unidos precisa estar ciente da ameaça. Eu tenho certeza de que eles não estão tratando o assunto com seriedade", afirmou McGuire, que trabalha no Centro de Pesquisa Benfield Grieg Hazard, a jornalistas."Eles deveriam estar preocupados, assim como os governos do Caribe." Ele afirmou que a onda gigante, ou tsunami, disparada pelo colapso do vulcão, pode atingir outras ilhas do arquipélago das Canárias dentro de uma hora e alcançar o norte da África em duas. Entre sete a 10 horas depois, ondas de dezenas de metros e viajando a centenas de quilômetros por hora atingirão o Caribe e as costas da América do Sul e do Norte. McGuire pediu aos governos da Espanha e dos Estados Unidos para financiarem o monitoramento do vulcanismo em La Palma, um projeto que seria relativamente barato. Ele disse que a queda lenta da encosta do vulcão, iniciada por uma erupção em 1949, certamente seria catastrófica se for acelerada por outra erupção, que ocorre entre a cada 25 e 200 anos. A última erupção aconteceu em 1971, a anterior em 1949 e a antes desta em 1712. "O presidente dos Estados Unidos do futuro deverá decidir o que fazer quando La Palma entrar em colapso", afirmou o cientista. Queda de asteróide é descartada Apesar do cenário sinistro que pode acontecer com a queda do Cumbre Vieja, o cientista Benny Peiser, da universidade John Moores, na Inglaterra, afirmou na mesma conferência que a ameaça de um impacto causado por um grande asteróide na Terra está diminuindo rapidamente, à medida que mais dinheiro está sendo aplicado para localizá-los. Dentro de 10 a 30 anos, todos os asteróides próximos da Terra estarão catalogados. Cientistas acreditam que podem encontrar uma maneira de desviar um asteróide do caminho do planeta, desde que recebam a tempo um aviso de um provável impacto.

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