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Coisas de Internet: refrigerantes poderiam ser cancerígenos

05 agosto 2009 - 15h07

Circula na Internet um e-mail que afirma que foi detectado benzeno em alguns refrigerantes vendidos no Brasil. A substância é comprovadamente cancerígena. “As marcas de refrigerantes que revelaram indícios de benzeno nos testes da Pro Teste foram: Fanta Laranja, Fanta Laranja Light, Sukita, Sukita Zero, Sprite Zero, Dolly Guaraná e Dolly Guaraná Light”, diz o e-mail.
Pois é, esta poderia ser apenas mais uma das “coisas de Internet” que são apresentadas toda quarta-feira no Dourados News, mas não é. As suspeitas são verdadeiras.
Segundo reportagem da Agência Brasil, os resultados dos testes feitos pela Pro Teste em maio deste ano que denunciaram a presença de benzeno em sete das 24 amostras submetidas a análise ainda não surtiram efeito nos produtos vendidos aos consumidores brasileiros.
Os fabricantes aceitaram a denúncia e alegaram que cumprem os requisitos contidos na legislação brasileira que não estabelece limite oficial para a quantidade de benzeno nos refrigerantes.
Apesar de em 2003 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pelo controle e fiscalização dos produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública, ter proibido a fabricação, distribuição e comercialização de produtos que contenham benzeno, caracterizado pela International Agency Research on Cancer (Iarc) como "comprovadamente cancerígena", ainda não existe uma legislação específica no Brasil para a presença desta substância em refrigerantes.
Deste modo, os pesquisadores responsáveis pelos testes tiveram que se basear nos parâmetros legais sobre a presença de benzeno na água para definir uma referencial no caso dos refrigerantes. O Ministério da Agricultura, responsável pelo registro das marcas de refrigerantes, informa que é possível que o benzeno se forme a partir da reação entre ácido benzóico e o antioxidante ácido ascórbico.
A Anvisa, por sua vez, alega que é necessário checar se os limites destes aditivos estão de acordo com os limites permitidos pelo Ministério. Em resposta enviada à Pro Teste, o Ministério da Agricultura garantiu que está adotando "as medidas necessárias para desenvolver uma metodologia capaz de detectar a presença do benzeno em bebidas".
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) garante ter recomendado mais uma vez, em 2007, que os fabricantes de refrigerantes alterassem a fórmula de algumas bebidas, sobretudo as de sabor laranja, como forma de prevenir a contaminação dos produtos pelo benzeno.
Não faz mal? 
"Ao analisar a questão, o Codex Alimentarius (programa conjunto da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação - FAO e da Organização Mundial de Saúde - OMS) entendeu que faltava e ainda falta consistência científica para determinar medidas mais restritivas, não considerando necessário estabelecer limites para o benzeno nessas bebidas", sustenta nota da Anvisa enviada à Agência Brasil.
A nota diz ainda que o benzeno também está no ar e por isso não há o que temer. “Segundo a agência que controla alimentos no Reino Unido, uma pessoa precisaria ingerir no mínimo 20 litros por dia de um refrigerante que contivesse 10 microgramas por litro para ser exposto a mesma quantidade de benzeno a que está exposto pela respiração nas cidades todos os dias. Além disso, estima-se que ao consumir 20 cigarros ao dia, a pessoa se exponha a 7.900 microgramas de benzeno. O fumante passivo está exposto a cerca de 50 microgramas dia da substância", garante a Anvisa.
Coca Cola se explicou
No site oficial da Coca Cola, a gigante dos refrigerantes se explica. “Todos os ingredientes utilizados em nossos produtos cumprem rigorosamente as leis brasileiras e são seguros para o uso. A posição de diversos órgãos internacionais, incluindo a FDA dos EUA, o Comitê do Codex Alimentarius em Contaminantes e a Food Standard Agency do Reino Unido, é que o benzeno em bebidas não constitui um problema de saúde pública e que o ser humano se encontra muito mais exposto a este componente pelo próprio ar. Banana (11 a 132 ppb), manteiga de amendoim (2 a 25 ppb) e abacate (3 a 30 ppb) são exemplos de outros alimentos que contém benzeno”.

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