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Cimi critica demora de estudos e fala de senador

06 agosto 2009 - 14h33

O Conselho Indigenista Missionário – Cimi, entidade ligada à Igreja católica publicou um artigo em sua página na Internet onde critica a demora do início dos trabalhos de identificação de terras tradicionais indígenas no Estado. O Cimi questiona ainda declarações do senador Valter Pereira.
Citando o Padre. Tiago T., o Conselho parafraseia sobre os povos Guarani/Kaiowá que “o que aconteceu e acontece com este povo é igual ao Holocausto no século passado na Europa. Não há possibilidade de levar este caso ao Den Hague: the International Criminal Court?”, questiona o órgão indigenista.
O padre citado seria membro da Comissão Pastoral da Terra, outra entidade ligada à Igreja Católica, que luta pela defesa das minorias rurais, como posseiros, peões e indígenas desde a Ditadura Militar. “Ela nasceu ligada à Igreja Católica porque a repressão estava atingindo muitos agentes pastorais e lideranças populares, e também, porque a igreja possuía uma certa influência política e cultural. Na verdade, a instituição eclesiástica não havia sido molestada”, está escrito na definição da Pastoral.
Com essa comparação entre os indígenas sul-matogrossenses e os judeus vítimas do Holocausto nazista, o Cimi fala em nome da comunidade Kaiowá de Laranjeira Nhanderu de Rio Brilhante e em nome dos demais indígenas, alegando que os indígenas ficaram muito tristes com a notícia de que os estudos vão demorar ainda mais começar e que eles não têm culpa do atraso. “Lá está a comunidade indígena agarrada a seu último fio de esperança, enquanto a desgovernança parece avançar, produzindo medo e sofrimento”, diz o comunicado do Cimi.
O comunicado cita ainda o Bispo Pedro, co-fundador da Comissão Pastoral da Terra e do Cimi, que são tidas como alas de esquerda entre os católicos. "A Igreja precisa condenar o capitalismo, pois é um pecado social e mesmo assim não foi condenado ainda", lembra o manifesto.
Pereira 
“Por falar em reconhecimento das terras indígenas, vejamos o que tem declarado recentemente o senador Valter Pereira, do MS, a respeito. Na verdade, a demarcação pode tomar as terras de estados e cidades que geram riquezas, tomar áreas que produzem. (Mídiamax, 2/08/09). Poder-se-ia perguntar ao nobre senador – quais as terras que então gostariam de destinar aos índios – região improdutivas, desérticas, terras mortas, águas poluídas? Ou seja, as terras de todos os males e não uma terra tradicional, que possa ainda ser recuperada, após o vendaval de destruição que por elas passou nesses últimos anos. A terra sem males dos Guarani terão que novamente ser reconstruídas, assim que forem reconhecidas e nelas possam viver em paz”, escrevem os representantes do Cimi.
No Estado
O sindicato rural de Maracaju conseguiu ontem no TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região,

em São Paulo , o direito de serem notificados no caso dos antropólogos da Funai (Fundação Nacional do Índio) retomarem estudos antropológicos em propriedades rurais naquele município. A decisão veio logo após tornar-se público que a mesma instância decidiu suspender os estudos nos 26 municípios e com isso, o processo de identificação não ocorrerá no Estado, pelo menos por enquanto.

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