Cientistas americanos podem estar perto de desenvolver uma pílula contra a apnéia do sono, uma doença que causa o ronco. A apnéia do sono é caracterizada por uma parada da respiração de dez segundos ou mais durante o sono que compromete a oxigenação do organismo. Isso pode acontecer cinco vezes ou mais a cada hora de sono.
O ronco é simplesmente a tradução sonora indicando que há uma diminuição ou estreitamento da via aérea durante a passagem do ar. A pílula, conhecida ainda pelo código BGC20-0166, é uma combinação de dois remédios já existentes e age ao afetar áreas do cérebro associadas ao aumento de tonificação dos músculos e fluxo do ar nas vias respiratórias.
A BGC20-0166 está sendo desenvolvida pela empresa BTG, com sede na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Os primeiros testes envolveram 39 pessoas que sofrem da apnéia do sono.
Os participantes foram divididos em grupos. Cada grupo recebeu uma dose diferente do remédio - um placebo, um dos dois medicamentes que formam a nova pílula, uma ou duas doses da BGC20-0166 diariamente durante 28 dias. Os cientistas então mediram a frequência e a severidade das pausas na respiração ocorridas durante o sono dos pacientes.
Testes
Os testes revelaram que uma alta dose da nova pílula reduziu os sintomas da apnéia do sono em 40%, e os pacientes não tiveram nenhum efeito colateral aparente. Três dos dez pacientes que estavam no grupo que recebeu uma alta dose do medicamento tiveram uma redução de 50% dos sintomas.
"Os testes demonstram que a nova pílula tem um potencial para reduzir ou normalizar os sintomas da apnéia do sono, mas mais testes ainda serão necessários", disse Thomas Roth, diretor do Centro de Pesquisa de Distúrbios do Sono do Hospital Henry Ford e conselheiro da BTG.
Atualmente, não existe um remédio que consiga, sozinho, reduzir os sintomas da doença e, consequentemente, levar a uma redução do ronco. Normalmente, pacientes são aconselhados a usar uma máscara durante a noite para ajudar na respiração.
O ronco é apenas um dos sintomas da apnéia do sono. A doença também está associada a um maior risco de doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão e infarto do miocárdio, irritabilidade e fadiga diurna excessiva, entre outros.
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