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MUTILAÇÃO

Vítimas do câncer recobram auto-estima com reconstrução da mama

31 outubro 2015 - 14h15

O governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Hospital Regional, está ajudando mulheres vítimas de câncer a recobrarem a auto-estima com a cirurgia de reconstrução da mama. Atualmente, três equipes estão habilitadas para realizar os procedimentos. O atendimento oferecido pelo hospital vai desde o diagnóstico, passando pela cirurgia oncológica, plástica reparadora de reconstrução da mama, até a quimioterapia.

A obrigatoriedade do procedimento é prevista pela Lei Federal 12.802/2013, que determina que Sistema Único de Saúde (SUS) faça a cirurgia plástica reparadora da mama logo em seguida à retirada do câncer, quando houver condições médicas. A lei anterior (Lei 9.797/1999) já previa que mulheres que sofressem mutilação total ou parcial de mama (mastectomia) teriam direito a cirurgia plástica reconstrutiva, mas sem especificar o prazo em que ela deveria ser feita.

A médica cirurgiã plástica Lucilene dos Santos Barros – que atua em uma das equipes oncoplásticas de mama do Hospital Regional, explica que o procedimento é bastante delicado e a cirurgia demora em média sete horas.

“São duas equipes. Primeiro faz a mastectomia, que é a retirada da mama e em seguida entra a equipe da cirurgia plástica. Quando você retira toda a mama não tem como fazer somente a colocação da prótese. Então, programamos um retalho de outra parte do corpo, de músculo mais pele que passa para a região onde será colocado um implante embaixo. Fazemos a reconstrução e levantamos a contralateral. Fica faltando somente fazer uma auréola que pode ser com cirurgia ou com uma tatuagem”, explicou a médica.

Lucilene pondera que na maioria das vezes, a cura do câncer envolve necessariamente a mutilação do corpo, o que coloca em risco a saúde psíquica da mulher.

“Elas chegam bastante fragilizadas por causa da doença. Com essa iniciativa da reconstrução da mama elas vão para a quimioterapia mais motivadas, é outro aspecto. A gente percebe que a auto-estima e a coragem para enfrentar a doença aumentam sigificativamente. O trabalho das nossas equipes têm sido gratificante. A execução dos procedimentos faz a diferença na vida de inúmeras mulheres “, finalizou.

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