Mesmo com a crise financeira vivida em todo o Brasil, 10, dos 13 vereadores de Amambai [cidade distante 157 km de Dourados], resolveram votar contrários à proposta de redução de salários para cargos do Legislativo e do Executivo. O requerimento apresentado pelo vereador Ailton Salgado Rosendo, o Professor Ailton (PSB), que pedia os novos valores a partir da próxima legislatura, nem chegou a ser analisado. Segundo o mesmo, caso fosse aceita, a proposta geraria economia de quase R$ 1,3 milhão aos cofres públicos ao ano.
De acordo com o vereador, o dinheiro economizado serviria para investimentos na área de saúde e principalmente educação.
“Com essa economia conseguiríamos investir na saúde ou até mesmo pagar o piso nacional aos professores da Rede Municipal, de R$ 1.917,78”, contou ao Dourados News nesta segunda-feira (14).
A intenção de Ailton era diminuir os vencimentos dos legisladores de R$ 6.012,70, para três salários mínimos e meio, ou seja, R$ 2.758. O mesmo valeria para o salário de vice-prefeito.
Já o chefe do Executivo amambaiense passaria a receber, em janeiro de 2017, R$ 8.668,00. Atualmente o valor de seu salário é de R$ 17.143,92, enquanto o vencimento mensal dos secretários chega a R$ 6.122,73, cada, e cairia para R$ 3.546.
“Todo mundo atualmente reclama de crise, do governo federal, mas não querem mexer onde apertam. Hoje estamos com dificuldades para gerir recursos e essa é uma forma de economizar. Buscar uma solução, mas, não foi aprovado”, relatou.
Conforme o vereador, as despesas com esses salários anualmente são de R$ 2.751.561,84 e cairia para R$ 1.456.224,00. Após rejeitado, o requerimento não poderá mais voltar a pauta neste ano, já que o Regimento Interno daquela Casa de Leis não permite.
Porém, segundo Ailton, o assunto deve retornar em 2016. “Vamos retomar essa conversa no ano que vem, mas ai eu vou convocar toda a população”, contou.
O Dourados News tentou contato por telefone com a Câmara de Vereadores de Amambai para ouvir a versão do presidente da Casa, o vereador Jaime Bambil (PT do B), porém, ninguém atendeu.
OUTRAS CIDADES
A medida tentada pelo vereador de Amambai não é novidade, porém, poucos são os casos onde o pedido é aceito. Em julho, os legisladores do município de Santo Antônio da Platina (PR) aprovaram a redução dos valores dos entes públicos. Lá, os vereadores receberão a partir de 2017, R$ 970, pouco mais de um salário mínimo atual.
Em Mato Grosso do Sul, vereadores de Guia Lopes da Laguna entraram com projeto de lei que visa diminuir os gastos em 90% na folha, com os gestores. De acordo com requerimento, o salário de prefeito seria de R$ 5 mil, com R$ 980 para o vice e R$ 3 mil para secretários municipais, causando economia de R$ 800 mil ao ano para o município.
Já em Jardim, cidade próxima a Guia Lopes, a Câmara propôs uma diminuição das remunerações para os representantes municipais.
Se aprovado, o Projeto de Lei nº 020/2015 passa a valer a partir de 2017, passando os salários de prefeito de R$ 22 para R$ 11 mil; vice-prefeito de R$ 15 mil para R$ 7,5 mil e de gerente municipal de R$ 8 para R$ 4 mil e dos vereadores no valor máximo do Piso Nacional dos Professores.
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Boa parte dos vereadores de Amambai rejeitaram proposta de vereador - Foto: Divulgação