O processo que apura o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, ocorrido em Campo Grande em fevereiro do ano passado, teve um novo desdobramento confirmado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). O juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, designou para o dia 9 de março de 2026, às 14 horas, a audiência para oitiva de uma vítima e o interrogatório do réu, Caio Nascimento, 36 anos. A definição da data ocorre no momento em que o crime completa exatamente um ano.
Segundo uma nota divulgada pelo TJMS, o caso apresentou uma tramitação mais longa do que o habitual para crimes de feminicídio devido ao grande volume de recursos e incidentes processuais apresentados desde a denúncia do Ministério Público, em fevereiro de 2025.
A defesa interpôs diversos pedidos, incluindo questionamentos sobre o recebimento da denúncia, pedidos de esclarecimentos e acesso a provas técnicas. Essas demandas precisaram ser analisadas pelo juízo local e também por instâncias superiores, o que impactou o cronograma da ação penal até a liberação para a fase de interrogatório.
Vanessa Ricarte foi assassinada aos 42 anos com três facadas na altura do coração pelo ex-noivo em Campo Grande.
O autor já acumulava histórico de violência física e psicológica contra outras mulheres. No dia do crime, horas antes de ser morta, a jornalista chegou a procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para pedir uma medida protetiva, motivada pela divulgação de conteúdos que a envolviam nas redes sociais do agressor. Caio Nascimento foi preso em flagrante logo após o ataque.
Mobilização e cobrança por justiça
Nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, data que marca o primeiro ano da morte da jornalista, colegas de profissão, amigos e integrantes da sociedade civil organizam um protesto em frente ao Tribunal do Júri, a partir das 16h, na capital. A manifestação visa chamar a atenção para o tempo decorrido desde o crime e reforçar a necessidade de resposta do Judiciário em casos de violência contra a mulher. O ato é aberto ao público e busca manter viva a memória de Vanessa, simbolizando a luta contra a impunidade em crimes de gênero.
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Vanessa Ricarte foi assassinada com três facadas na altura do coração pelo ex-noivo - Crédito: Reprodução/Redes Sociais