Na última quinta-feira, dia 26 de maio, o Governo Federal anunciou um bloqueio de recursos para despesas discricionárias do MEC (Ministério da Educação) no montante de R$ 3,23 bilhões. O valor corresponde a 14,5% da dotação atual do órgão. Como consequência, todas as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) sofreram bloqueio orçamentário linear, na ordem de 14,5%, para despesas de custeio. No âmbito da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), o bloqueio orçamentário é de aproximadamente R$ 6.903.613,00. O bloqueio já foi efetivado na conta contábil da universidade, desde a última sexta-feira (27).
De acordo com o pró-reitor de Avaliação Institucional e Planejamento, professor Régio Marcos Toesca Gimenes, tal restrição orçamentária certamente irá comprometer as atividades das universidades. Na avaliação do professor, é necessário sensibilizar o Governo Federal, para que este reverta tal decisão, ou, no mínimo, reveja a porcentagem do bloqueio orçamentário aplicado.
“Sempre que recebemos a informação de restrição ou bloqueio de orçamento, um dos pontos que mais preocupa a gestão da universidade, bem como a comunidade acadêmica, é a possibilidade de essa restrição ter impacto nas bolsas que oferecemos aos estudantes. Na UFGD, vamos iniciar um estudo para realocação de recursos. Precisaremos restringir muito nossos gastos. Deveremos manter somente as atividades que são estritamente fundamentais, visando garantir a manutenção das bolsas e dos contratos essenciais para que a universidade continue funcionando”, explica Régio.
O reitor pró-tempore Lino Sanabria enfatiza que os recursos orçamentários da UFGD serão geridos de forma a priorizar o pagamento de bolsas aos estudantes. Na tarde de hoje, Lino esteve participando de reunião on-line da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e informou que a entidade já está se articulando junto a lideranças do Congresso Nacional e do Ministério da Educação, para que o bloqueio orçamentário seja revisto.
Ainda, de acordo com Régio, por enquanto foram mantidos os recursos em investimentos que, na UFGD, representam principalmente investimentos na infraestrutura de tecnologia de informação e comunicação. Esses investimentos, na análise do pró-reitor, são fundamentais para que a UFGD possa renovar seu parque tecnológico e manter seus sistemas funcionando nos próximos anos.
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O reitor pro tempore, professor Lino Sanabria, enfatiza que os recursos orçamentários da UFGD serão geridos de forma a priorizar o pagamento de bolsas aos estudantes. - Crédito: Divulgação