Na manhã desta segunda-feira (27) mais de 300 indígenas da etnia Terena invadiram três propriedades rurais localizadas no distrito de Taunay, no município de Aquidauana. Com os novos casos, o número de invasões em Mato Grosso do Sul subiu de 88 para 91 propriedades, segundo os dados da Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de MS.
De acordo com o advogado Guilhermo Ramão Salazar, que representa os proprietários das fazendas Ouro Preto e Cristalina, os indígenas entraram, abordaram os administradores e, na sequência, armaram acampamento. “O grupo chegou às 6h e determinou ao responsável que todos deveriam retirar os pertences pessoais em 24 horas, pois eles invadiriam o local. Logo em sequência se posicionaram na entrada da sede”, ressalta Salazar. A terceira propriedade invadida é a fazenda Persistência e fica localizada ao lado das duas outras propriedades. Ao todo, Aquidauana apresenta atualmente seis propriedades rurais invadidas.
O produtor rural, José Lippi, afirma que a propriedade está na família há mais de 30 anos e, até então, nunca teve problema com os indígenas antes. Lippi destacou que o gerente e sua família foram obrigados a se retirar o mais rápido possível e que agora está preocupado com a lida com os animais. “Temos 1,6 mil cabeças de bovinos que necessitam de lida diária. Nós precisamos tomar conta ou tirá-los do local o quanto antes. É uma situação que assusta, pois, nunca tivemos invasão aqui”, ressalta.
Segundo o presidente da Famasul, Nilton Pickler, as invasões desta segunda-feira (27) agravam o quadro de insegurança jurídica no campo no Estado. "O que aconteceu hoje em Aquidauana é infelizmente, mais um capítulo triste de uma história que parece não ter fim. Mais três fazendas, legalmente tituladas, que vão parar de produzir. Este cenário lamentavelmente nos coloca em total insegurança de produzir".
Para o assessor jurídico da Famasul, Carlo Daniel Coldibelli, a ação ocorrida hoje se trata de uma manobra de pressão para ampliação das demarcações. "Considerando que essas últimas invasões ocorreram em propriedades vizinhas a uma terra indígena já demarcada, a exemplo do que ocorreu em Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, isso demonstra que a ação tem como objetivo político tentar desviar a atenção em relação à orientação do STF - Supremo Tribunal Federal em que o processo da Funai - Fundação Nacional do Índio não pode ser utilizado para ampliação de área indígena já demarcada".
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