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CAMPO GRANDE

Suspeito de envolvimento na Coffe Break pede paralisação das investigações

28 outubro 2015 - 11h49

O empresário João Roberto Baird, investigado na operação Coffee Break, solicitou habeas corpus preventivo ao TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). A defesa pede a paralisação das investigações até decisão sobre o pedido e que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) anexe documentos ao procedimento investigatório 18/2015.

A operação investiga esquema entre empresários e vereadores para cassação do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março de 2014. De acordo com o Campo Grande News, o pedido é contra o promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, que comanda as investigações pelo Gaeco, braço do MPE (Ministério Público Estadual).

A defesa de Baird cita que em 7 de outubro encaminhou ao grupo documento em que rebate informações do Ministério Público, constante no pedido de prisão temporária do empresário João Amorim e do prefeito afastado Gilmar Olarte (PP).

Porém, a inclusão dos dados foi negada em 15 de outubro, diante da argumentação de que os documentos “avolumariam” desnecessariamente o procedimento e poderiam causar “tumulto processual”.

No documento, Baird informa que não teve interesse em cassar o prefeito e demonstrativos dão conta que os pagamentos à Itel Informática, empresa a qual é proprietário, foi restabelecido em junho de 2013, ainda na gestão de Bernal. Notas fiscais mostram que foram pagos R$ 10,4 milhões entre junho de 2013 e fevereiro de 2014.

“Do exposto, percebe-se claramente que João Roberto Baird e a empresa Itel Informática Ltda. não foram agraciados com vantagens na gestão administrativa de Gilmar Olarte, muito menos prejudicados quando Prefeito Alcides Bernal”, alega a defesa.

Ainda conforme o documento, não há provas de que João Baird ofereceu vantagem a vereadores. Baird foi detido no dia 25 de agosto, data da deflagração da Coffee Break, e foi liberado após prestar depoimento.
O habeas corpus foi apresentado ontem à Justiça e ainda não houve decisão. O relator é o desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva.

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