O presidente do Sindicargas (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas do Estado de Mato Grosso do Sul), Gilmar Ribeiro da Silva, conhecido como Mazinho, manifestou preocupação diante do reajuste nos preços de venda de gasolina e diesel feito pela Petrobras na quinta-feira (10/3).
Para ele, o temor é de que haja demissões nas transportadoras, mas não existe ainda cogitação de greve.
“É uma situação extremamente delicada. Sabemos que o impacto será diretamente nas transportadoras, mas é algo que afeta toda a cadeia, pois com o frete mais caro devido à alta dos combustíveis, provavelmente haverá redução nas contratações. Com isso, os empresários deverão reduzir o quadro de funcionários e muitos caminhoneiros poderão ficar desempregados”, afirmou Mazinho.
O líder sindical reforçou, contudo, que apesar de a situação ser preocupante, o momento não é de greves. “Vemos algumas discussões sobre paralisações, mas não é o que defendemos por enquanto. Acreditamos que o momento pede diálogo, renegociações entre transportadoras e clientes para um reajuste que não onere apenas um lado e compreensão de todos para encontrarmos uma solução que impacte o menos possível a todos”, destacou.
Para Fiems, política de preços deve ser revista
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, defendeu que a política de preços de combustíveis do Brasil seja revista. “É preocupante o tamanho do aumento. É preocupante o tamanho de inflação hoje. Nós não temos outras saídas a não ser transferir esse aumento no preço final dos produtos, o que resultará em mais inflação e em redução do consumo”, ressaltou.
Na avaliação de Longen, é fundamental que a logística seja reavaliada. “O custo do óleo diesel no frete nesse momento é impossível de ser absorvido. Com certeza nós teremos as categorias prejudicadas, tanto na produção e como na logística. Mas o que não resolve nesse momento é barulho ou greve”, pontuou.
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Temor é que haja demissões nas transportadoras, mas não existe ainda cogitação de greve - Crédito: Divulgação