A morte de um menino de 12 anos é investigada em Dourados sob suspeita de Chikungunya. A informação consta no boletim epidemiológico publicado neste sábado (4/4) pela administração municipal.
O menor apresentou os primeiros sintomas no dia 28 de fevereiro. Ele não possuía comorbidades e teve o óbito confirmado na sexta-feira (3/4).
A vítima era residente da Aldeia Jaguapiru, na Reserva Indígena de Dourados, onde cinco pessoas já perderam a vida em decorrência da doença.
O local passa por um surto e tem chamado atenção das autoridades municipal, estadual e federal, que buscam soluções para o problema.
Além da Reserva, o vetor se espalhou por vários bairros da cidade e tem sobrecarregado o sistema público de saúde.
Até o momento, Mato Grosso do Sul registrou sete mortes no total causadas pela Chikungunya. Além das cinco em Dourados, outras duas ocorreram em Bonito e Jardim.
Outros dados
Conforme o boletim divulgado hoje, o município apresentou até agora 2.678 casos prováveis, com 1.314 confirmados, 459 descartados e outros 1.823 em investigação, com taxa de positividade em 74,1%.
No perímetro urbano, a UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jóquei Clube é a que apresenta maior procura de pessoas com suspeita da doença. Foram 232, enquanto a Seleta, no Jardim Flórida, aparece em segundo com 140.
O município apresenta ainda 32 internações ocasionadas pela Chikungunya. O HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) apresenta o maior número de pessoas sob os cuidados médicos, são 17.
No Hospital Porta da Esperança, na Reserva Indígena, há sete pacientes, enquanto o Regional de Dourados abriga cinco. No Hospital da Cassems há duas internações e no Hospital Unimed uma.
Situação nas aldeias
Ainda de acordo com o boletim epidemiológico, apenas nas aldeias foram 1.552 casos notificados, com 914 testando positivo e 638 ainda em investigação. Outros 381 acabaram descartados.
Os cinco mortos em decorrência da Chikungunya em Dourados eram moradores da Reserva Indígena local.
O primeiro registro ocorreu em 25 de fevereiro, com uma mulher de 69 anos que apresentava comorbidades. Em 9 de março um homem de 73 anos morreu, enquanto no dia seguinte foi a vez de um bebê de três meses.
Outra mulher, de 60 anos, teve o óbito confirmado no dia 12 e em 24 de março, foi a vez de recém-nascido de um mês morrer pela doença.
Visita
Ontem, o recém-empossado ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, esteve em Dourados na companhia de representantes do Ministério da Saúde e da presidente da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), Lucia Alberta Baré, anunciando algumas ações do Governo Federal na tentativa de conter o avanço da doença.
Na ocasião, eles relataram a contratação e início imediato de novos agentes de endemia nas aldeias locais, além de dar ordem de serviço para perfuração de super poços na Reserva Indígena para abastecimento de água à população, que há décadas sobre com o problema.
Atualmente, muitas famílias armazenam água em caixas sem a devida proteção, o que contribuiu para o surto de Chikungunya.
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Caixas mal tampadas se tornam criadouros do mosquito transmissor da Chikungunya na Reserva de Dourados - Crédito: Clara Medeiros/Arquivo/Dourados News