A ocupação indígena em terras particulares na cidade de Aral Moreira motivou debate entre os deputados na sessão desta quinta-feira (25/6) na Assembleia Legislativa. Em discurso, Renato Câmara (PMDB) ressaltou que as necessidades indígenas vão além do acesso às terras. O deputado também pediu agilidade na criação da Superintendência Indígena prometida pelo governo do estado.
Mato Grosso do Sul tem, segundo dados do Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a segunda maior população indígena do país. No último ano, o estado foi palco de confrontos entre fazendeiros e índios que resultaram em mortes.
Nas discussões entre os deputados, Renato Câmara lembrou da Superintendência Indígena prometida pelo governo estadual, “é necessário agilidade na criação dessa superintendência para que o estado possa mediar as questões de interesse indígena de maneira mais próxima a essa população. A necessidade dos nossos índios vai além da terra, eles querem e têm o direito à saúde, educação, dignidade e respeito. Eles querem exercer a cidadania e o estado tem que entender os verdadeiros anseios dessa população”.
A posição defendida pelo deputado vai ao encontro com a maior pesquisa já realizada com a população indígena, encomendada pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil em 2012, que revela que o acesso à terra não é prioridade para os índios, apenas 24% dos indígenas consideram a questão fundiária uma preocupação. O desejo da maioria (67%) é ter formação universitária e, para 79% deles, é a saúde o verdadeiro problema.
O deputado ainda falou da importância na representação dos interesses na superintendência “com a superintendência vamos conseguir evitar o conflito direto entre os índios e os produtores. Os proprietários de terras se sentirão mais seguros e os indígenas poderão ter um espaço de discussão no governo”.
O cuidado e atenção com as questões indígenas não são novos para Renato Câmara, seu pai, Nelito Câmara, já havia manifestado sua disposição às causas indígenas diversas vezes. Uma das ações de Nelito foi determinar, por meio do decreto em 1999, que que os poderes executivos estadual e municipal, em parceria com a Fundação Nacional dos Índios (Funai), adotassem providências para reconhecer e proteger as terras, tradições e costumes dos grupos indígenas em prol de sua sobrevivência física e cultural.
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Deputado estadual Renato Câmara em discurso na AL - Foto: Divulgação