Em entrevista nesta segunda-feira (20) no Parque dos Poderes, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou que 27 obras do executivo estadual estão sendo investigadas na operação Lama Asfáltica. A ação, desencadeada pela Polícia Federal em conjunto com outros órgãos, foi desencadeada no dia 9 de julho e a suspeita é de esquema de favorecimento a empreiteiras em várias obras no Mato Grosso do Sul nos últimos anos.
De acordo com o Campo Grande News, Reinaldo disse que a PGE (Procuradoria Geral do Estado) recebeu o inquérito da Polícia Federal, e já começou analisar as questões citadas nesta investigação. De acordo com ele, dos 27 obras em questão, 17 já haviam sido concluídas antes do tucano assumir o mandato, restando 10 que ainda estão em andamento.
O governo ainda adiantou que oito contratos são referentes a obras em rodovias. “A PGE mantém contato direito com os órgãos responsáveis por esta investigação, não é o momento de fazer qualquer juízo de valor, mas espero que se cheguem a uma conclusão para saber o que estava certo e o que havia de errado”, disse ele.
Reinaldo disse que a princípio não haverá cancelamento de contrato ou afastamento de empresa, mas que todos serão fiscalizados e verificados com rigor. “Todo este processo serve de alerta para que a população fique atenta”, relatou, conforme o site.
Entre as obras que estão sendo investigadas está a rodovia MS-040, o Aquário do Pantanal e a Avenida Lúdio Coelho, em Campo Grande. No Aquário, a Proteco, uma das empresas investigadas, tem dois contratos no valor de R$ 123 milhões, referente a construção do empreendimento.
Já entre as rodovias está a MS-040 e MS-430, que estavam no pacote de obras da MS-Forte II, financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). No caso da MS-430 foram encontradas irregularidades em um dos quatro lotes, sendo que ao menos três vencidos pela Proteco.
No pacote de obras do MS-Forte, que foi financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), as rodovias MS-040 e MS-430 terão os contratos analisados. No caso da MS-430, já foram encontradas irregularidade em um dos quatro lotes. Ao menos três foram vencidos pela Proteco. O custo total da via de 54 km entre São Gabriel do Oeste e Rio Negro chegou a R$ 70 milhões.
Inaugurada em dezembro do ano passado, a MS-040 teve investimento de R$ 300 milhões para ligar Campo Grande a Santa Rita do Pardo, O trecho de 210 quilômetros foi dividido em dez lotes. Os de número 1 e 2 foram executados pela Proteco, que firmou contratos de R$ 45,3 milhões com o governo do Estado.
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