O governador Reinaldo Azambuja e o titular da Semade (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), Jaime Verruck, se reuniram na tarde desta terça-feira (6) com diretores da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para discutir a manutenção da viabilidade da malha ferroviária em Mato Grosso do Sul.
A Malha Oeste é um importante eixo logístico para escoamento da produção de Mato Grosso do Sul (responsável pelo transporte de 6 milhões de toneladas/ano), especialmente para as commodities de minério de ferro, complexo de soja e complexo de celulose, sendo importante ainda para o escoamento de etanol e de diesel para MS.
“O Estado fez o dever de casa: elaborou um estudo e um plano de ação. Agora queremos saber qual o papel da ANTT no estabelecimento de um cronograma para retomada dos investimentos na ferrovia”, explicou Verruck.
A ANTT é o órgão do Governo Federal responsável pela gestão dos serviços de transporte ferroviário em malha ferroviária concedida, entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou que transponham os limites de Estado ou Território.
Tanto o governador quanto o secretário classificaram como positivo o resultado do encontro em Brasília. A direção da Agência se encarregou de convocar a Rumo – empresa concessionaria da ferrovia no Estado – e o próprio governo estadual para execução de um plano de ação em benefício de Mato Grosso do Sul e do país.
Investimentos
Para recuperação e sustentabilidade da ferrovia na região, o estudo aponta que o aporte financeiro necessário será da ordem de R$ 1,9 bilhão. O recurso será destinado a obras de infraestrutura e superestrutura, adequação de pontes e passagens em nível, extensão e construção de pátios, e aumento de carga por eixo, além da compra de mais de 70 novas locomotivas e mais de 2 mil vagões.
De acordo com a Rumo ALL, os investimentos irão reduzir o custo variável da operação da ferrovia. Entretanto, para garantir a viabilidade do projeto ainda é necessária a concretização de algumas premissas como a realização de 100% do volume potencial em contratos de longo prazo (considerando uma tarifa competitiva, é necessário que o volume atinja 14,5 milhões de toneladas anuais), a redução do custo fixo, isenção de impostos, a definição de uma linha de financiamento adequada e a extensão do prazo de concessão para amortização dos investimentos.
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