Ao longo da história da humanidade, homens e mulheres que se dispuseram a defender valores elevados — sobretudo aqueles voltados ao bem coletivo, à moralidade e à espiritualidade — quase sempre enfrentaram resistência. Não raramente, foram incompreendidos, criticados e até combatidos por forças contrárias a esses princípios.
Com este jornalista não tem sido diferente.
Ao longo de mais de sete anos escrevendo semanalmente sobre valores morais e espirituais, com o propósito de contribuir para o fortalecimento de indivíduos e famílias, também me deparei com reações adversas, principalmente nesses últimos anos. Algumas delas vieram na forma de críticas — naturais e até necessárias no ambiente democrático. Outras, no entanto, ultrapassaram esse limite, revelando tentativas de intimidação e desconforto diante de ideias que convidam à reflexão e à mudança de comportamento.
Esse tipo de reação, aliás, não é novidade. O próprio Cristo já advertia: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim… Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós” (João 15:18–20). Uma constatação que atravessa os séculos e permanece atual.
Nada disso, porém, é suficiente para desviar o propósito, pois tenho plena consciência de que o jornalismo, para mim, não é apenas uma profissão, mas um chamado. Um dom concedido por Deus, que procuro honrar por meio de cada palavra escrita. E é justamente por compreender a responsabilidade desse dom que sigo firme, levando adiante esse trabalho que, ao longo do tempo, ganhou ainda mais sentido ao ser eternizado nas páginas do livro “Reflexões e Memória”.
Mais do que nunca, reafirmo minha convicção: o fortalecimento do indivíduo e da família deve ser prioridade em qualquer sociedade que almeje um futuro equilibrado. E esse fortalecimento passa, inevitavelmente, pelos valores espirituais — muitas vezes esquecidos ou relativizados em tempos de tanta pressa, ruído e superficialidade.
Foi observando a fragilidade crescente das relações humanas, a desorientação de muitos diante dos desafios da vida e a necessidade urgente de referências sólidas, que assumi o compromisso de escrever sobre princípios que edificam. Princípios que encontram respaldo nos ensinamentos de Jesus Cristo, cuja mensagem permanece atual, necessária e transformadora. Afinal, como Ele mesmo ensinou: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).
E é justamente nesses ensinamentos que encontramos uma certeza reconfortante: não estamos sós. Em meio às dificuldades, há uma promessa constante de amparo e fortalecimento para aqueles que seguem firmes em seus propósitos. Como nos lembra a Escritura: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço e te ajudo” (Isaías 41:10).
Ao longo dessa jornada, tenho recebido testemunhos que reforçam essa convicção. Pessoas conhecidas e também desconhecidas que, em momentos de dor ou dúvida, encontraram nos textos uma palavra de conforto, um direcionamento, ou até mesmo uma resposta a uma oração silenciosa. São relatos que não apenas emocionam, mas confirmam que vale a pena continuar.
Diante disso, sigo adiante.
Sem confrontos desnecessários, sem perder a serenidade, e sem abrir mão daquilo que acredito. Confiante de que tanto a justiça dos homens quanto a Justiça Divina se encarregam de colocar cada coisa em seu devido lugar, no tempo certo.
Porque, no fim, a história sempre mostrou que a verdade não se cala — ela pode até ser contestada, mas jamais derrotada.
E enquanto houver alguém precisando de uma palavra de esperança, de fé ou de direção, continuaremos escrevendo — com responsabilidade, coragem e a convicção de que o bem, ainda que muitas vezes silencioso, sempre prevalece.
*Jornalista
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