O PT deve confirmar a indicação da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy para o Ministério das Cidades na reunião que a Executiva Nacional fará na segunda-feira (26), a partir das 10 horas, em Brasília, na sede do partido.
De acordo com o deputado federal Jilmar Tatto (SP), a legenda deve sugerir ainda os nomes do deputado Walter Pinheiro (PT-BA) para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) para a Secretaria Especial de Direitos Humanos.
"Há um consenso dentro do PT de que Marta seria a pessoa ideal para assumir o Ministério das Cidades, mas a decisão final fica a critério do presidente. Ele tem dificuldades em montar o governo e dialogar com os aliados", afirmou. Segundo Tatto, a indicação dos nomes será feita a pedido de Lula, que solicitou a todos os partidos da base que fizessem suas sugestões.
Nos bastidores, circula a informação de que o presidente Lula teria resistência em nomear Marta para o ministério por acreditar que a ex-prefeita deixaria o cargo para se candidatar à Prefeitura de São Paulo em 2008. Para Tatto, entretanto, Marta estaria disposta a permanecer no governo federal até 2010. "A prefeita é uma pessoa muito disciplinada do ponto de vista de sua atuação política", opinou.
De acordo com a deputada Maria do Rosário (PT-RS), o PT não vê o Ministério das Cidades como um aumento da participação do partido no governo, mas sim a recuperação de um espaço perdido. "Esse era um ministério que o PT dirigia no primeiro mandato do presidente Lula, na pessoa de Olívio Dutra", disse.
Para o PT, continuou a deputada, a pasta tem muita importância por estar vinculada ao histórico do partido, que consolidou sua atuação e apoio junto ao eleitorado justamente após assumir prefeituras. "Para nós, essa é uma referência muito importante", lembrou. "Não queremos ampliar ou diminuir nossa participação no governo federal, mas apenas mantê-la", acrescentou Tatto, na mesma linha.
A prioridade do partido, destacou o deputado, é manter sua influência nos ministérios ligados às áreas econômica, social e de comunicações. Na avaliação de Tatto e de muitos deputados petistas, a participação do PT nos ministérios é distorcida.
"Muitos ministros filiados ao PT pertencem à cota pessoal do presidente, e ele deve decidir o que fará com eles", opinou. De acordo com esses deputados, alguns ministros, embora petistas, não representam o partido, e ainda que não peçam abertamente a saída deles, há setores que gostariam que fossem substituídos por membros indicados pela Executiva Nacional.
O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, disse, por meio de sua assessoria, considerar "inverossímil" a versão de que Lula tenha veiculado a notícia de que Marta não fará parte do ministério para testar a aceitação dentro do partido.
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