Foi condenado a 15 anos de reclusão o escrivão da Polícia Civil, de 41 anos, suspeito de ter matado uma jovem de 22 anos, que seria sua amante em Maracaju. O crime ocorreu em novembro de 2011 e a ossada da vítima foi localizada cinco meses após o fato, segundo a delegada Célia Bezerra, uma das responsáveis pelo inquérito policial.As informações são do G1 MS.
No dia 1° de dezembro daquele ano, o escrivão chegou a registrar um boletim de ocorrência de desaparecimento da vítima. Ele informou na ocasião que a jovem era sua amiga e que residia "de favor" em um apartamento da cidade. Como o dono era um representante comercial, ele raramente aparecia no local.
Porém, ao entrar no apartamento, este encontrou uma bolsa com documentos pessoais e uma mala de roupas da vítima, sendo que não conseguia falar com ela pelo telefone, bem como os parentes não tinham notícias da mulher. Assim que o inquérito foi instaurado, a polícia ouviu a mãe da jovem.
Relacionamento extraconjugal
Foi ela quem ressaltou que a vítima e o escrivão viviam "praticamente juntos" em Maracajú, como se fossem casados, apesar do policial ter uma esposa. A testemunha ainda comentou que, no dia 27 de novembro daquele ano, o escrivão levou a vítima com a desculpa de fazer exames, porém a mãe constatou que ele estava buscando pertences dela porque o autor seria transferido e a levaria junto para continuarem o relacionamento.
No outro dia, por telefone, a mãe constatou que a vítima estava na companhia do escrivão. Já no dia 01/12/2011, o policial teria ido até o imóvel da mãe "chorando muito, perguntando por ela e dizendo frases desconexas sobre a última vez que mantiveram contato", conforme consta no inquérito policial.
Nos autos consta a informação de que a menina foi agredida algumas vezes pelo policial, por isso as investigações se concentraram nele. Na casa do policial, foi encontrado sangue humano espalhado por 13 locais. Já na casa da vítima, em Dourados, o sangue estava em sete pontos diferentes, conforme consta no laudo pericial ao qual o G1 teve acesso.
Ossada humana
Foi feito também exame de DNA que comprovou pertencer a vítima. Já no dia 20 de abril de 2012, os delegados Luis Augusto Milani, do Serviço de Investigações Gerais (SIG) de Dourados, além da Célia Maria Bezerra, da Corregedoria Geral de Polícia Civil na época, encontraram, às margens da rodovia MS 162, a 13 Km de Maracaju, uma ossada humana, aparentemente do sexo feminino, além da calcinha e sutiã.
Por conta de uma falha dentária, a mãe da vítima acreditou ser dela desde o início. Parentes também reconheceram e a confirmação veio por um exame de DNA. Os investigadores ainda acharam duas cápsulas deflagradas e dois projéteis de arma de fogo, de pistola calibre .40, usualmente utilizada por policiais. A arma do policial foi apreendida e, após exames de confronto, comprovou que os tiros foram disparados pelo escrivão.
Mesmo participando de seis depoimentos, o homem negou envolvimento nos fatos, chegando a dizer que os projéteis tinham sido plantados na cena do crime, por alguém que não gostava dele, não indicando quem, de acordo com a delegada Tempos depois, conforme consta no inquérito, o homem confirmou que saiu a vítima, onde teve relação sexual.
Na volta, ele teria descido do carro para urinar, quando ela se desequilibrou e caiu em uma ribanceira. Ao ver que ela estava sofrendo, efetuou dois disparos em sua direção, sem saber se a atingira ou não. O escrivão foi preso preventivamente e levado a júri popular nesta quarta-feira (16), sendo condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
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Ossada da vítima foi encontrada às margens da
BR-040 (Foto: Reprodução / Polícia Civil - MS)