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CONTRABANDO

Policial civil preso por receber propina virá réu por corrupção

23 dezembro 2025 - 21h35Por Da redação

O policial civil da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) preso pela Polícia Federal, com R$ 130 mil em propina de contrabando, virou réu por corrupção. Em depoimento, Augusto disse: “Vou dizer que sou influenciado? Não […]. Acontece”.

Segundo o site Midiamax, Augusto e o ex-guarda municipal Marcelo Raimundo foram presos em flagrante pela PF (Polícia Federal) durante pagamento de propina, no estacionamento de um supermercado em Campo Grande. Os dois viraram réus por corrupção.

A juíza Franscielle Martins Gomes Medeiros da 5ª Vara Federal de Campo Grande, aceitou a denúncia contra os agentes. Tanto o policial do Garras quanto Marcelo foram denunciados pelo MP/MS (Ministério Público Estadual) por esquema de contrabando. 

A denúncia foi aceita na segunda-feira (22). A prisão ocorreu após a PF receber denúncia anônima de que uma mulher faria um saque bancário para pagamento de propina, supostamente relacionada a atividades de contrabando.

‘Acontece’

“Vou dizer que sou influenciado? Não […]. Acontece”, essa foi a resposta do policial Augusto Torres Galvão Florindo, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), ao ser questionado sobre a motivação para o recebimento de propina.

Augusto e o ex-guarda municipal Marcelo Raimundo foram presos em flagrante pela PF (Polícia Federal) durante pagamento de propina, no estacionamento de um supermercado em Campo Grande.

Em interrogatório na delegacia, o policial civil confessou o desvio da mercadoria. Ele disse que o dinheiro que estava recebendo era de uma venda de produtos contrabandeados. Questionado sobre como teve acesso às mercadorias, Augusto respondeu que elas eram oriundas de apreensões.

“Com as informações de pessoas que estavam trazendo, a gente acabou abordando e apreendendo”, falou o policial civil.

Augusto também afirmou que era responsável somente por receber a venda. Ele não quis revelar nomes de outros envolvidos na empreitada criminosa.

Na delegacia, o policial civil também comentou que, no momento da abordagem policial, pensou que fosse um roubo. “Na hora da abordagem, como ele [Marcelo] já tinha sido roubado e estava tendo muito roubo, eu achei que era roubo. Por isso que eu fiz menção de colocar a arma”, explicou.

Interrogado sobre estar arrependido, Augusto respondeu: “Pô, pra caramba! É o que eu falo, né, isso aí era pra mim, não seria ‘Ah vou ganhar dinheiro’, ia ganhar uns R$ 7 mil, R$ 5 mil, não sou ganancioso também, a gente sabe que é errado”, alegou.

Augusto e Marcelo passaram por audiência de custódia no dia 29 de novembro, quando a Justiça Federal converteu a prisão em flagrante em preventiva. Também foi solicitada a quebra de sigilo telefônico do policial civil.

Flagrante e propina

A prisão ocorreu após a PF receber denúncia anônima de que uma mulher faria um saque bancário para pagamento de propina, supostamente relacionada a atividades de contrabando.

No dia 28 de novembro de 2025, a PF interceptou a transação. O ex-guarda municipal Marcelo Raimundo da Silva, investigado por crimes de contrabando e descaminho, teria efetuado o pagamento de cerca de R$ 160 mil a Augusto, em um estacionamento de supermercado em Campo Grande.

Ligação com promotora que fiscalizava forças de segurança

Augusto Torres é casado com a ex-promotora de Justiça Luciana Schenk, que atuou por anos como diretora do Gacep (Grupo Especializado no Controle Externo da Atividade Policial) no MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Durante o período em que esteve à frente do Gacep, ela chefiou investigações sobre abusos e ilegalidades envolvendo policiais.

Luciana deixou o cargo em julho de 2024. Cerca de um ano e meio depois, o marido foi preso em flagrante, o que reacendeu questionamentos sobre possíveis conflitos éticos no sistema de controle da atividade policial.

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