A Polícia Civil prendeu na tarde desta segunda-feira, dia 18 de setembro, o suspeito de ser o autor do assassinato da líder religiosa da etnia guarani-kaiowá Sebastiana e do marido dela Rufino, na aldeia Guassuty, em Aral Moreira, município localizada na região de fronteira com o Paraguai. Os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados na manhã de hoje.
O delegado Maurício Vargas, responsável pelo caso, aponta que a suspeita é que o autor do homicídio do casal seja parente das vítimas. Ele diz que desde a manhã várias equipes foram mobilizadas para tentar localizá-lo.
Os corpos de vítimas foram encontrados no interior da casa do casal. O local foi incendiado e os corpos carbonizados.
Sebastiana era a rezadeira da comunidade Guassuty. A líder religiosa e o marido foram mortos na casa que também era utilizada para realizar rituais espirituais tradicionais da comunidade indígena.
O coordenador regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em Ponta Porã, Tonico Benites, explicou que Sebastiana era a nhandesy da aldeia – termo que no guarani significa “nossa mãe”.
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