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PANTANAL

PMA rastreia área para identificar origem dos focos de queimada

16 julho 2020 - 07h39Por Da Redação

A Polícia Militar Ambiental (PMA) intensifica as ações de combate aos crimes ambientais que dão origem, em sua maioria, aos focos de calor na região do Pantanal, onde, somente na região de Corumbá, mais de 50 mil hectares de vegetação nativa já foram queimados no primeiro semestre do ano, segundo estimativas de organizações ambientais.

O comando da PMA sobrevoou a planície pantaneira e se reuniu com autoridades civis, judiciais e militares de Miranda e Corumbá, incluindo, Ministério Público, prefeitos e a Marinha, com o propósito de definir uma estratégia integrada de ações preventivas e de fiscalização para o controle ao fogo. A partir de 1º de agosto a queima controlada está proibida em Mato Grosso do Sul, estendendo-se até outubro no Pantanal.

O comandante da PMA, tenente-coronel José Carlos Rodrigues, relatou que a grande ocorrência de focos na região da Serra do Amolar, em Corumbá, é um cenário preocupante. Alguns focos já foram controlados, com operações coordenadas pelo Corpo de Bombeiros e apoio das brigadas do Ibama e das fazendas, contudo as ocorrências têm se ampliado.

“Os focos se espalham pela planície e muitos ocorrem em locais de difícil acesso, provavelmente por combustão espontânea”, disse o comandante. “Mas estamos intensificando a nossa fiscalização, reforçando a equipe da unidade de Corumbá, e pedimos o apoio do comando da Polícia Militar para deslocamento de nossos homens por helicóptero, com a finalidade de identificar a queima criminosa e autuar na sequencia.”

Fiscalização por terra e água

A unidade da PMA de Corumbá está em operação por terra e água, intensificando a fiscalização e realizando minucioso trabalho de investigação para identificar as queimadas ilegais e punir os infratores. O comando da corporação reforçou a equipe local com mais policiais, totalizando 18, e enviou uma equipe da área de inteligência para a região dos focos.

Segundo levantamentos preliminares, a maioria dos incêndios ocorreu pela ação do homem, envolvendo ribeirinhos e proprietários rurais, os quais estão sendo investigados por desmate, armazenagem e transporte de madeiras nativas e queimas ilegais para acesso aos locais de retirada de mel silvestre e iscas vivas.

No mês de junho, a PMA de Corumbá autuou sete pessoas por uso de fogo seguido de incêndio e por corte, armazenamento e transporte de madeira sem autorização ambiental, incluindo áreas de reservas legais. Em maio, o total de autuações foi de 19, pelos mesmos crimes ambientais. Com o uso do helicóptero da PM, os policiais ambientais farão autuações em áreas de difícil acesso.

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