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ARTIGO

Pais & Filhos

06 agosto 2020 - 14h20Por Rodolpho Barreto Pereira

Chegando o "Dia dos Pais"! Sabemos que a data tem um apelo comercial, mas vamos aproveitar o espaço para pensarmos um pouco sobre este personagem tão importante nas nossas vidas! Neste dia especial, você pode até comprar um belo presente para o seu pai, mas saiba que o presente que ele te deu não tem preço. É o nosso bem mais valioso: a oportunidade da Vida! Portanto, a melhor forma de presentear o seu pai, sem dúvida, é com Amor, Respeito e Gratidão - todos os dias! Os pais são doadores e educadores da vida, tão essenciais quanto às mães. A função de pai é muito mais que colaborar com o sustento e organização da família, pagar contas ou acompanhar a escola. O pai também deve ser muito mais que um amigo do filho. Ser pai é ser um guia da vida! Meu pai, por exemplo, é a minha grande referência de honestidade, simplicidade e trabalho (foto). Agradeçamos, portanto, aos pais, nossos grandes mestres e benfeitores! Mas nem tudo são flores, é claro. Há os espinhos. Infelizmente, para muita gente, ainda há muitas complicações nesta relação com os pais. Os filhos alegam pais severos, pais falhos, pais omissos, pais desconhecidos, pais criminosos... Vamos refletir? 

"Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais", diz uma conhecida música. De fato, o relacionamento que temos com os nossos pais dizem muito mais sobre nós do que a gente imagina. Somos reflexo (positivo ou negativo) dessa relação. Conforme essa vivência se processou na infância - e depois se estabeleceu na fase adulta - podemos, de forma inconsciente, estar reproduzindo o mesmo padrão de comportamento exemplificado pelos pais.

"Filho de peixe, peixinho é!?" Nem sempre. Há também os que adotam uma atitude “rebelde”, totalmente oposta aos pais, pela não aceitação destes. De um jeito ou de outro, não há como negar a influência gigante que os pais exercem nos filhos. No entanto, é possível fazer uma leitura equilibrada e positiva desta bagagem familiar fundamental, ainda que os nossos pais tenham cometido muitas e graves falhas conosco. É possível, seja qual for a circunstância, reverenciar os pais, ser grato a eles, perdoar-lhes o que for preciso, espelhar as suas virtudes e aprender com os seus equívocos, já que pais não são perfeitos, são humanos, como qualquer um de nós. Ou seja: uma boa relação com seus pais só depende de você mesmo e pode ser conquistada em qualquer momento da vida. Ainda que seu pai já esteja falecido. Ainda que você nunca o tenha conhecido. Como assim? 

Relação “Pais & Filhos” (assim como toda relação) depende essencialmente de como nos enxergamos e nos determinamos naquele papel. Depende muito mais de si mesmo que do outro. Perceba, sempre medimos a qualidade de um relacionamento pelo julgamento que fazemos do outro: como ele é, o que ele fez, o que ele faz, o que deixou de fazer, como eu gostaria que ele fosse etc. Por isso, estamos sempre em conflito, entre sofrimentos, expectativas, frustrações, decepções... Mas ter uma boa relação (com qualquer pessoa) não tem nada a ver com isso. Não é o que o outro faz que importa, é o que você faz com o que ele te faz. Compreende? O que é determinante não é aquilo que te fazem, mas como você interpreta e reage ao que te fazem. Portanto, uma boa ou má relação com o teu pai não depende da tua avaliação sobre a conduta dele. Se na tua opinião ele foi um bom pai, um mau pai ou um péssimo pai. Na verdade, este julgamento, muitas vezes descompensado emocionalmente, é o que atrapalha enormemente os relacionamentos em geral, especialmente, pais e filhos.

Reflita: o que o teu pai fez ou deixou de fazer é responsabilidade dele, é problema dele. Mas, como você recebe, percebe e reage ao seu pai e à posição dele em sua vida, aí é problema teu. Portanto, eu não devo ser um bom filho apenas se tive um "bom pai". Devemos ser gratos e bons filhos, independentemente da conduta dos nossos pais, porque isso é o que nos fará bem! Há uma orientação bíblica muito conhecida, mas pouco compreendida: "Honrar Pai e Mãe". O termo honrar determina um dever especial, envolve uma gratidão, um respeito e uma reverência profunda, uma relação diferenciada das demais. Em países do oriente, os pais idosos são reverenciados. No ocidente, são desvalorizados, esquecidos, abandonados... O dever sagrado de bem tratar aos pais, especialmente quando idosos, independe de como foi a atuação deles enquanto pais - depende só da nossa consciência.

Isso não quer dizer eximir os pais da responsabilidade que lhes cabe (que é enorme). E não tem nada a ver com apenas seguir (cegamente?) um preceito religioso. Tem a ver com a própria felicidade, serenidade ou paz interior. Quem não sabe honrar o passado, não edificará no futuro. Eu só posso almejar o "depois" e viver bem o "agora", se souber respeitar o "antes". A forma como eu vejo (e sinto) os que vieram antes de mim ajuda a determinar como eu estou hoje e o que eu me tornarei amanhã. Como ter uma boa saúde, postura, atitude e "leveza" como ser humano, se estiver com este "peso", com essas "pendências", ou seja, se estiver afastado, magoado ou indiferente com os pais? Cada caso é um caso, mas em todos, é preciso liberar-se do mal e valorizar o bem (se quisermos viver bem). Teu pai te maltratou e a mágoa te acompanha? Inicie agora mesmo uma terapia de perdão. Há diversas formas. Pesquise, leia e reflita acerca do tema. Se preciso, busque auxílio médico, psicológico e espiritual. É a tua saúde (física, mental e emocional) que está em jogo. O perdão liberta. Perdoar é um bem que você faz, mais para si mesmo que para o outro. Sempre é possível ressignificar qualquer experiência, tomá-la como aprendizado, e seguir em frente. Teu pai te abandonou, não o conheceu? É possível ser grato mesmo assim, pois, como já ressaltado aqui, ele foi, no mínimo, um instrumento, que te possibilitou nascer para esta grande aventura da vida!

Sabemos que a grande parte dos pais acolhem, alimentam e buscam criar e educar seus filhos como podem, ainda que com várias (e naturais) falhas humanas. Há também os "pais do coração", que adotam filhos de outros pais, provando que o sentimento paterno vai muito além de sangue! Pais valorosos, corajosos! Mas, ainda, boa parte dos filhos, infelizmente, pagam toda uma vida concedida com ingratidão, em maior ou menor grau - e por isso sofrem. É como diz outra música famosa: “Você me diz que seus pais não lhe entendem, mas você não entende seus pais. Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo."

Se hoje estás magoado com seu pai, por qualquer motivo, perdoe e recomece. Pode ser clichê, mas um dia teremos que entender, então que entendamos de uma vez por todas - e o quanto antes melhor, para o nosso próprio bem: os que se fizeram nossos pais foram e para sempre serão os maiores heróis que teremos nesta vida!

"Pai, pode ser que daqui algum tempo
Haja tempo para gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho em busca de Paz..."
(“Pai” - Fabio Correa Ayrosa Galvao )

Instagram: @rodolphobpereira

Whatsapp: (51) 98616-3132

*O autor é palestrante, colunista e articulista nas áreas de desenvolvimento pessoal, espiritualidade e atualidades.

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