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AMBIENTAL

Operação apreende espinheis e azóis de galho em rio na fronteira

19 dezembro 2019 - 12h35Por Da Redação

Depois de denúncias, a Polícia Militar Ambiental, versando sobre pesca predatória na foz do rio Apa com o rio Paraguai, deslocou uma das equipes que trabalha na operação piracema fazendo fiscalização preventiva na região do Nabileque para a área denunciada, mesmo sendo o ponto crítico da denúncia em território Paraguaio.

Essa região é crítica porque pescadores paraguaios e brasileiros armam muitos petrechos ilegais nos rios, normalmente à noite, pela facilidade de fuga em território do País vizinho, caso sejam surpreendidos pela fiscalização.

Nos dias 26 e 27 de outubro, quando a pesca estava aberta, oito espinheis (cabos de aços e cordas com 30 anzóis grandes, estendidos pelo rio) com 30 anzóis cada um, que estavam armados no curso rio Apa, tinham sido retirados, durante a operação pré-piracema. Nos dias 28 e 30 do mesmo mês, foram apreendidos mais 50 espinheis e mais 165 anzóis de galho nos rios Apa e Paraguai. Vários peixes que estavam vivos nos petrechos ilegais foram soltos no rio.

Ontem e hoje (19) foram retirados dos dois rios 42 espinheis, com média de 30 anzóis cada um, e 67 anzóis de galho na região. As equipes continuarão na área para evitar o uso desses petrechos ilegais e também, porque a denúncia era de que, da foz do rio Apa, que fica em território paraguaio, os pescadores estariam adentrando também o território brasileiro. Durante os trabalhos até agora não foi encontrado nenhum pescador nos rios na região. Bloqueios também estão sendo executados nas rodovias e estradas vicinais próximas dos rios. Ressalta-se que a pesca também está fechada pela legislação do Paraguai.

Fiscalizações preventivas dessa natureza são fundamentais para a prevenção à pesca predatória, em princípio, para que os pescadores continuem respeitando as normas, mas principalmente, para a retirada desses petrechos ilegais, tendo em vista o grande poder de captura e depredação dos cardumes, como esses retirados do rio pelos policiais. Além disso, há grande dificuldade de deter os autores, pois tais petrechos são armados em curto espaço de tempo e os pescadores não permanecem no rio durante a pesca, fazendo somente a retirada dos peixes, também em tempo bastante curto. Na área fiscalizada, a maioria dos petrechos é colocada por pescadores paraguaios.

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